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Brasileiros lideram compras de imóveis em Portugal entre estrangeiros

Brasileiros lideram compras de imóveis em Portugal, respondendo por 28% das moradias e por quatro em dez financiamentos

Brasileiros são os estrangeiros que mais compram imóveis em Portugal, ao lado de angolanos e franceses
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  • Brasileiros são o principal grupo de estrangeiros a comprar imóveis em Portugal, seguidos de angolanos e franceses, representando 28% das moradias vendidas em 2025 e 859 milhões de euros em volume de negócios.
  • Brasileiros compram sobretudo para habitação, mas há movimento significativo de investidores de alta renda em imóveis premium, com foco também em empreendimentos.
  • Juros de financiamento em Portugal estão perto de 4% ao ano, frente a cerca de 12% no Brasil, o que contribui para a atratividade das compras por estrangeiros.
  • Em áreas como Cascais e Lisboa, compradores brasileiros de alto poder económico já chegam a adquirir imóveis de até 8 milhões de euros; segurança e facilidade de deslocação são fatores determinantes.
  • Riscos que podem frear o interesse incluem regras de imigração mais restritivas e subida dos preços imobiliários; há também interesse de portugueses em imóveis no Brasil, sobretudo na região Nordeste.

Brasileiros lideram as compras de imóveis em Portugal entre estrangeiros, segundo dados do Banco de Portugal. Em 2025, os estrangeiros responderam por 28% das moradias negociadas no país, num volume de 859 milhões de euros.

Além dos brasileiros, destacam-se angolanos e franceses na lista de maiores compradores. Os brasileiros aparecem também entre os que mais recorrem a crédito imobiliário, respondendo por quatro em cada 10 financiamentos concedidos a estrangeiros.

A procura tem sido influenciada pela diferença de juros entre os dois países. Em Portugal, as taxas de financiamento estão em torno de 4% ao ano, face a cerca de 12% no Brasil, o que ajuda a compensar variações cambiais. Entre os portugueses de maior um valor de compra, o peso da segurança é apontado como fator decisivo.

Nos imóveis de alto valor, a região de Cascais atrai compradores brasileiros que chegam a adquirir propriedades de até 8 milhões de euros. A segurança de Portugal e a percepção de estabilidade têm sido citadas como razões para investir além de destinos tradicionais como Miami.

Segurança e deslocamento

A diretora de Vendas da Athena Portugal, Marta Salgado, afirma que o grupo de norte-americanos tem vindo a destacar-se, com um ticket médio próximo de 1 milhão de euros. Ela indica que a facilidade de acesso a crédito eleva ainda o valor médio das transações.

A executiva destaca que a Athena reforçou recentemente o foco no público brasileiro, com presença em Brasil e Londres. O mercado tende a manter-se aquecido, especialmente em Cascais e Lisboa, apoiado pela rede de ligações aéreas que conectam Portugal ao mundo.

Fatores de influência e prudência

Dario Ferraço, sócio da Re/Max SF, aponta dois fatores que podem travar o interesse estrangeiro: regras de imigração mais restritivas e uma subida mais acentuada dos preços. Em Lisboa já se observa escassez de imóveis nos centros urbanos, o que pressiona os valores para cima.

Ferraço acrescenta que há também um movimento oposto, com portugueses a investir no Brasil, sobretudo em regiões turísticas como o Nordeste, predominantemente para lazer, com pagamento à vista.

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