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Tricô, croché e bordado: hobbies de avós podem reduzir tempo diante de ecrãs

Retiros e workshops de tricô, bordado e carpintaria mostram regresso às atividades manuais como resposta ao ritmo acelerado, impulsionando socialização e criatividade

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  • Em Lisboa, workshops de bordado, croché e outras técnicas manuais reúnem pessoas na casa dos 30 e 40 anos, com apoio de uma “avó” que ensina e corrige.
  • O evento é organizado pela The Manual Break, associação que promove espaços para fazer as mãos em grupo e descansar do dia a dia.
  • Nos últimos anos, Portugal tem visto mais iniciativas semelhantes, com workshops, retiros e cursos dedicados a atividades como cerâmica, costura e carpintaria, muitas vezes com listas de espera.
  • Plataformas como a Etsy indicam aumento da procura por produtos têxteis feitos à mão, especialmente croché e tricô, entre públicos mais jovens.
  • O regresso às atividades manuais é visto como lazer, descanso e expressão criativa, indo além da nostalgia e refletindo mudanças na forma de ocupar o tempo livre.

Num espaço de cowork em Lisboa, um grupo na casa dos 30 e 40 anos reúne-se para bordar, tricotar e fazer croché. Cada participante conta com kit preparado e recebe orientação de uma pessoa sénior, que funciona como mentora. O ambiente inclui chá, bolachas e conversa que ultrapassa o bordado.

O evento é promovido pela The Manual Break, associação criada para abrir espaço à prática manual na rotina. A organização pretende reduzir o ritmo acelerado do dia a dia, estimulando atividades feitas com as mãos em grupo.

Este tipo de iniciativas tem-se multiplicado em Portugal nos últimos anos, com workshops, encontros informais e retiros dedicados a cerâmica, costura, bordado e carpintaria. Em muitos casos, há listas de espera.

Contexto nacional

Plataformas como a Etsy registam aumento da procura por têxteis feitos à mão, especialmente croché e tricô entre públicos mais jovens. As atividades passaram de necessidades básicas para lazer, descanso e expressão criativa, segundo a reportagem.

O fenómeno desperta questões sobre o uso do tempo livre e as razões que levam mais pessoas a regressar a saberes tradicionais. O episódio analisa motivações, contextos atuais e o papel das comunidades criativas na ocupação do tempo livre.

O que motiva a procura

Entre os participantes, surgem respostas que apontam para desconexão digital, contacto humano e satisfação de criar algo único. O regresso às técnicas manuais é visto como forma de aprendizagem prática e expressão pessoal, num mundo acelerado.

Como Assim? é o podcast do grupo que investiga este regresso às artes manuais. O episódio atual explora o que está por trás da popularidade crescente e o que significa no cotidiano.

Siga o podcast #ComoAssim, com episódios quinzenais às quartas-feiras, no Spotify e em outras plataformas. Para sugestões, contacte podcasts@publico.pt.

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