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Contratos com Águas de Gaia financiam obras em galinheiro e electrodomésticos

Sete funcionários da Águas de Gaia detidos em investigação de corrupção que envolve pagamentos, viagens e obras para favorecer um empreiteiro

O empreiteiro é ainda suspeito de disponibilizar funcionários da sua empresa para fazer obras na casa dos sogros de um dos funcionários como pinturas, montagem de holofote, vedação de campo de galinhas e colocação de tijoleiras
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  • O Ministério Público acusa sete funcionários da Águas de Gaia (ADGAIA) de manipularem vários contratos a favor de um empreiteiro, mediante pagamentos e favores.
  • Entre 2009 e 3 de fevereiro de 2026, o empresário faturou à ADGAIA cerca de 1,8 milhões de euros em 2024 e 2025, representando 73% da faturação total, num total de 81 contratos de quase 11 milhões de euros celebrados com a entidade.
  • O inquérito indica que os pagamentos incluíram almoços, jantares, viagens, bebidas, obras em casa de funcionários e outros benefícios para assegurar adjudicações.
  • Em 2025, foram registados gastos com refeições de família, viagens a Marrocos e Roma, bebidas em garrafeiras e custos de refeições, totalizando vários milhares de euros.
  • A investigação também aponta que um ex-funcionário da ADGAIA criou uma empresa sem estrutura para receber fundos de empresários detidos, com o objetivo de facilitar os procedimentos concursais sob a gestão da DAA até maio de 2025.

O Ministério Público acusa sete funcionárias da Águas de Gaia (ADGAIA) de manipular contratos públicos a favor de um empreiteiro a troco de vantagens. Entre 2024 e 2025 teriam sido pagos almoços, jantares, viagens e compras, incluindo bens para famílias, para assegurar adjudicações. A investigação envolve também outros detidos na operação.

Entre 2009 e 2026, um empresário da construção conseguiu 98 contratos públicos, totalizando quase 11 milhões de euros, com 81 adjudicações à ADGAIA. As faturas emitidas somam cerca de 8,5 milhões de euros e os crimes abrangem corrupção e abuso de poder.

A investigação aponta que, em 2024 e 2025, o empreiteiro faturou cerca de 1,8 milhões de euros à ADGAIA, representando 73% de toda a faturação dele. Detidos revelam levantamentos bancários superiores a 45 mil euros para pagamentos em numerário.

Almoços e jantares pagos pelo construtor tinham o objetivo de recompensar e manter a sua influência em futuras adjudicações, segundo o MP. Em 2024 e 2025, o gasto em refeições ultrapassou 54 mil euros, com picos em restaurantes de Matosinhos.

Houve ainda compras de bebidas alcoólicas avaliadas em 6.785 euros oferecidas aos funcionários presentes num jantar, em Dezembro de 2025, e viagens a Marrocos e Roma em 2025, com custos partilhados pela empresa.

O despacho descreve obras em casas de familiares de funcionários detidos, suportadas pelo empreiteiro, incluindo material que alegadamente pertencia à ADGAIA. As viagens e refeições familiares também aparecem entre as vantagens alegadamente atribuídas com o objetivo de favorecimento.

Relatos indicam que, em 2025, o empreiteiro ofereceu apoio a uma funcionária ou ao agregado familiar com viagens, consultas médicas e bens, como um frigorífico, além de pagamentos em dinheiro. Outros gastos incluem compras em hipermercados e presentes diversos.

A diretora detida terá sido beneficiada com obras na sua residência, com materiais e mão de obra financiados pela empresa do empreiteiro. O ex-funcionário da ADGAIA, que se reformou, é acusado de criar uma sociedade sem atividade económica para receber fundos de empresários detidos, supostamente para facilitar o favorecimento nos concursos.

No total, os detidos são sete funcionários da ADGAIA e cinco empresários ligados à construção e à venda de materiais. Os crimes imputados incluem corrupção ativa, corrupção passiva, abuso de poder e branqueamento.

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