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Rússia alerta para nova escalada na Ucrânia e ordena saída de diplomatas de Kiev

Rússia avisa diplomatas estrangeiros para saírem de Kiev e promete ataques sistemáticos, após bombardeio que deixou seis mortos e mais de cem feridos

A Rússia voltou a atingir edifícios habitacionais na Ucrânia
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  • A Rússia lançou ataques na madrugada de hoje sobre várias regiões da Ucrânia, com pelo menos seis mortos e mais de cem feridos.
  • O ataque acontece após prometer uma campanha de ataques “sistemáticos” em retaliação a uma ofensiva ucraniana em Lugansk, que atingiu uma escola na região ocupada.
  • O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, informou numa chamada com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que as Forças Armadas russas vão iniciar uma sequência de ataques sistemáticos contra instalações do complexo militar-industrial em Kiev, incluindo centros de decisão e postos de comando.
  • O Kremlin aconselhou a saída de todos os cidadãos estrangeiros e do pessoal diplomático de Kiev, ante possíveis ataques mais fortes nos próximos dias.
  • A Ucrânia condenou as ameaças, qualificando-as como chantagem, e apelou aos aliados para aumentarem a pressão sobre Moscovo; vários diplomatas europeus manifestaram apoio a Kiev e anunciaram que não abandonariam a cidade.

Oua-se que a Rússia intensificou a ofensiva contra a Ucrânia, bombardando várias regiões durante a madrugada de hoje. Pelo menos seis mortos e mais de cem feridos já foram verificáveis, segundo fontes locais.

O anúncio oficial veio de Moscovo, que justificou as ações como retaliação a um ataque ucraniano numa escola na região ocupada de Lugansk. A mensagem chegou após Sergei Lavrov prometer ataques sistemáticos.

Lavrov comunicou a Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, que os bombardeamentos atingiriam instalações militares e centros de decisão em Kiev, descrevendo-os como resposta ao que chamou de violação do direito internacional.

O Ministério russo afirmou que a operação visa o complexo militar-industrial de Kiev, incluindo comandos e tomadas de decisão, num esforço de resposta aos recentes ataques ucranianos. A Rússia não adiantou prazos.

A Ucrânia condenou as declarações russas, qualificando-as de chantagem e apelando aos aliados para aumentarem a pressão sobre Moscovo. Nas redes diplomáticas, várias embaixadas asseguram apoio a Kiev.

Enquanto os bombardeamentos prosseguem, a embaixada dos Estados Unidos e outros países anunciaram que não abandonarão Kiev, mantendo-se ao lado de autoridades ucranianas.

O Kremlin também recomendou a saída de cidadãos estrangeiros da capital, adiantando que ataques fortes podem ocorrer nos próximos dias, acrescentando um tom de alerta às missões diplomáticas.

De forma prática, não está claro se os bombardeamentos da madrugada integram a campanha anunciada por Lavrov. Os aparelhos russos lançaram dois mísseis Iskander-M e 122 drones; a Ucrânia afirma ter interceptado 111 drones.

No fim de semana, Moscovo já tinha efetuado um ataque de maior dimensão com dezenas de mísseis e centenas de drones, provocando mortos e feridos, numa escalada que parece prolongar-se após o fim de um cessar-fogo temporário.

Contexto diplomático

A tensão mantém-se desde o término do cessar-fogo temporário, no Dia da Vitória, com combates e ataques aéreos de grande envergadura por ambos os lados, sem perspetiva de negociações iminentes.

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