- O cheque-livro de 30 euros para jovens de dezoito anos ainda não está a ser utilizado nas livrarias, apesar de muitos já o terem emitido.
- Dos 207 mil jovens elegíveis, cerca de 37–38 mil emitiram o cheque e apenas 25–26 mil chegaram a usar o valor numa livraria.
- A Feira do Livro de Lisboa revela que dois terços dos visitantes têm até 35 anos, sendo visto pela APEL como um bom barómetro para o futuro do livro e da leitura.
- A segunda edição do cheque-livro viu o valor do cheque aumentar 50% face à primeira edição, mas os números continuam aquém das expectativas, com a necessidade de maior divulgação junto de públicos, editoras e livrarias.
- A data limite da segunda edição é 30 de junho, com a expectativa de aquecer resultados face a 2025 e ultrapassar o desempenho anterior.
A segunda edição do cheque-livro, que tem 30 euros por jovem elegível, ainda não alcançou o pleno de impacto desejado. O programa visa incentivar a leitura e a visita a livrarias, mas os números até agora apontam para uma adesão abaixo das expectativas.
Na prática, dois terços dos visitantes da Feira do Livro de Lisboa têm até 35 anos, conforme dados da Associação Portuguesa de Editoras e Livrarias (APEL). O presidente da APEL indica que o cheque-livro representa uma boa métrica para aferir políticas de leitura.
Entre os jovens elegíveis, há 207 mil nascidos em 2007 e 2008 com direito aos 30 euros. Até agora, cerca de 37 a 38 mil emitiram os cheques na plataforma oficial, mas apenas 25 a 26 mil efetivamente utilizaram-nos numa livraria.
O problema persiste: por que emitir o cheque não se traduz numa compra real? A APEL encara esta discrepância como uma das dificuldades a resolver. A data prevista de término da segunda edição é 30 de junho, com o objetivo de superar os resultados de 2025.
Para além da necessidade de maior divulgação, a associação defende que o valor do cheque poderia ser maior. O objetivo é converter a disponibilidade financeira em aumento real da frequência de leitura entre os jovens.
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