- Exposição “Armas de Papel – Imprensa e Publicações Clandestinas (1926-1974)” está em Lisboa, até 30 de junho, nos Pavilhões da Mitra, Santa Casa.
- Reúne materiais do arquivo da Associação Cultural Ephemera, sob curadoria de José Pacheco Pereira.
- Abrange o período da ditadura do Estado Novo e as correntes políticas perseguidas.
- José Pacheco Pereira é professor, cronista e analista político, fundador da Ephemera, e foi opositor do regime na fase final (PCP(m-l)).
- A mostra inclui propaganda e difusão de republicanismo democrático, anarchismo, comunismo, socialismo, catolicismo progressista e esquerdismo.
A exposição Armas de Papel chega a Lisboa, reunindo publicações clandestinas da época da ditadura do Estado Novo. A mostra acontece nos Pavilhões da Mitra, espaço da Santa Casa, e fica em cartaz até 30 de junho. O foco é apresentar uma visão abrangente do período entre 1926 e 1974, com ênfase nas correntes políticas perseguidas pelo regime.
Organizada pela Associação Cultural Ephemera, a exposição utiliza o arquivo do núcleo Ephemera e é curada por José Pacheco Pereira. O pesquisador, professor e cronista curtiu a própria coleção para compor o acervo exposto. Pacheco Pereira foi opositor do regime na fase final do Estado Novo.
O que está em exibição
A mostra reúne propaganda e materiais de difusão ideológica de diversas correntes políticas. Entre os focos estão o republicanismo democrático, o anarquismo, o comunismo, o socialismo, o catolicismo progressista e o esquerdismo. As peças revelam o funcionamento de publicações clandestinas sob censura.
Contexto e objetivo
A curadoria destaca a importância de compreender como essas publicações ajudaram a manter vivas redes de resistência. A investigação visa mapear estratégias de comunicação informal frente à repressão estatal, fornecendo material para estudo histórico, político e social.
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