- A maioria das mulheres em prisão preventiva não tinha antecedentes e era suspeita de crimes não violentos, de acordo com o estudo.
- O estudo foi publicado no European Journal of Criminology.
- Embora haja mais homens presos, entre as reclusas a proporção de preventivas é maior.
- Os resultados questionam crenças sobre o tratamento de mulheres em prisão preventiva.
Um estudo recente, publicado no European Journal of Criminology, analisa padrões de detenção entre mulheres. A pesquisa destaca que a maioria das pessoas em prisão preventiva não possuía antecedentes e era suspeita de crimes não violentos. A conclusão aponta uma tendência de endurecimento nas decisões judiciais sobre mulheres acusadas.
Segundo os dados apresentados, há mais homens presos do que mulheres. No entanto, entre a população feminina reclusa, a percentagem de preventivas supera a de condenadas. O trabalho questiona a percepção de benevolência no tratamento de casos envolvendo mulheres.
Os investigadores destacam que grande parte das preventivas femininas não tem histórico criminal relevante e foram detidas por acusações de natureza não violenta. O estudo sugere que a aplicação de medidas cautelares pode ter aumentado nesses casos.
A análise reforça a necessidade de avaliação crítica de critérios usados em prisionamento preventivo feminino. Os autores defendem maior alinhamento com padrões internacionais de direitos humanos, evitando excessos que prejudiquem mulheres sem antecedentes.
Implicações para políticas
A pesquisa levanta a possibilidade de reavaliação de políticas públicas ligadas à prisão preventiva de mulheres. O foco passa a incluir critérios objetivos e proporcionais, bem como alternativas à detenção quando apropriado.
Entre na conversa da comunidade