- Explosão de gás na mina de Liushenyu, na região de Qinyuan, província de Shanxi (norte da China), às 19h29 locais, quando estavam 247 trabalhadores no local.
- O balanço mais recente aponta 90 mortos, com nove pessoas ainda desaparecidas; anteriormente havia eight mortos, 201 resgatados com vida e 38 presos no interior.
- Um responsável da empresa proprietária da mina ficou em custódia, sinalizando o início de investigações sobre responsabilidades.
- O Presidente Xi Jinping pediu reforçar as buscas, prestar assistência aos feridos e apurar as causas; o vice-primeiro-ministro Zhang Guoqing está no local.
- O setor mineiro da China continua a registar acidentes graves, embora os números tenham diminuído nos últimos anos; entre 2018 e 2023 ocorreram mais de três mil mortes.
Na mina de Liushenyu, na província chinesa de Shanxi, Norte da China, uma explosão de gás provocou pelo menos 90 mortos. O incidente ocorreu às 19h29 locais de sexta-feira, numa instalação onde trabalhavam 247 pessoas, informou a agência estatal Xinhua.
Os primeiros relatos apontaram 8 mortos, 201 trabalhadores resgatados com vida e 38 ainda presos no interior. O número de vítimas tem aumentado ao longo do dia, segundo a televisão estatal CCTV, que já elevou o total para 90 óbitos, com nove desaparecidos.
Um responsável da empresa proprietária da mina ficou detido pelas autoridades, sinalizando o início de uma averiguação de responsabilidades. O Presidente Xi Jinping pediu reforço das operações de busca e assistência aos feridos, enquanto o vice-primeiro-ministro Zhang Guoqing deslocou-se ao local para acompanhar os trabalhos.
Operações de resgate e investigação
As autoridades continuam os trabalhos de resgate e a recolha de informações sobre as causas da explosão. As equipas trabalham no terreno para libertar possíveis sobreviventes e avaliar os danos na instalação.
Contexto do setor mineiro
As minas de carvão no norte da China permanecem entre as mais perigosas do país, apesar de melhorias nos últimos anos. Entre 2018 e 2023, o sector registou mais de três mil mortos, uma redução de 53,6% face aos cinco anos anteriores, segundo dados oficiais.
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