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Sardinhas vencedoras nas Festas de Lisboa: entre coscuvilheiras e azulejo partido

Cinco sardinhas premiadas refletem a fragilidade do património e a tradição lisboeta, entre fado, bolo de arroz e bairrismo

As cinco sardinhas vencedoras na edição de 2026
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  • As cinco sardinhas vencedoras da 16.ª edição do Sardinhas 2026 abordam temas como fado, bolo de arroz, curiosidade entre vizinhas, fragilidade do património e o impacto de um tomate numa silhueta de sardinha.
  • O concurso, promovido pela EGEAC, integra as Festas de Lisboa e recebeu treze mil e vinte e oito propostas de sessenta e seis países.
  • Os autores têm entre vinte e um e setenta e dois anos, são do Brasil, Portugal e Uruguai, e cada vencedor recebe quinze mil euros.
  • Bolo de Arroz, criado por Eduardo Ferrão, do Brasil, funde o símbolo da sardinha com o bolo de arroz das pastelarias.
  • Guitarrista, Tomatazo, O Telefone das Coscuvilheiras e Património Fragmentado foram premiados por Helder Teixeira Peleja (Portugal), Hogue (Uruguai), Letícia Amaral de Araújo (Brasil/Portugal) e Martin Narciso (Portugal), respetivamente.

As cinco sardinhas vencedoras da 16.ª edição do concurso Sardinhas 2026 foram anunciadas durante as Festas de Lisboa, promovidas pela EGEAC. O tema deste ano, “Qual é a tua história?”, atraiu 3128 propostas de 66 países, incluindo Portugal, Brasil e Uruguai. Cada autora ou autor recebeu 1500 euros.

A competição contou com propostas de diversas origens, desde Moçambique até à Austrália. Os trabalhos premiados destacam a tradição lusófona, o fado, o quotidiano urbano e a fragilidade do património, sempre com humor ou crítica.

Vencedoras e obras

Eduardo Ferrão, do Brasil, ganhou com Bolo de Arroz, sardinha em forma de bolo. A descrição aponta a ligação entre o símbolo das festas e o quotidiano das pastelarias de bairro.

Helder Teixeira Peleja, de Portugal, venceu com Sardinha Guitarrista, que integra uma guitarra na própria silhueta do peixe. A peça celebra músicos de Lisboa e o fado.

Hogue, do Uruguai, foi distinguido com Tomatazo, que retrata o momento do tomate atingindo uma superfície a formar a silhueta de uma sardinha. Esta obra remete a formas históricas de protesto.

Letícia Amaral de Araújo, do Brasil e de Portugal, venceu com O Telefone das Coscuvilheiras, retratando duas vizinhas a observar pela janela e a transformar o estendal num “telefone de lata”.

Martin Narciso, de Portugal, foi premiado com Património Fragmentado, que mostra um azulejo fragmentado para reflectir a fragilidade do património cultural.

Dados adicionais

Os vencedores têm entre 21 e 72 anos e representam Brasil, Portugal e Uruguai. A cerimónia de divulgação ocorreu durante as Festas de Lisboa, com a finalidade de evidenciar a relação entre cultura popular e património.

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