- Um juiz da Audiência Nacional bloqueou parcialmente as contas bancárias de José Luis Rodríguez Zapatero e das suas filhas, Alba e Laura, no âmbito do caso Plus Ultra.
- A investigação aponta alegadas comissões ilegais relacionadas com o resgate público de 53 milhões de euros à companhia aérea Plus Ultra, em março de 2021.
- O despacho autoriza a apreensão de fundos em criptomoedas, transferindo ativos digitais de carteiras virtuais para controlos da Polícia para assegurar a apreensão.
- Foram também bloqueadas contas em plataformas de intercâmbio de criptoativos, além de outras medidas para garantir os fundos recolhidos durante a investigação.
- As buscas envolveram o escritório de Zapatero, três sociedades — incluindo a What The Fav S.L. — e empresas Softgestor e Inteligencia Prospectiva; María Gertrudis Alcázar, secretária de Zapatero, teve a sua atuação revista, e Zapatero foi convocado para depor no dia 2 de junho.
O juiz da Audiência Nacional, José Luis Calama, ordenou o bloqueio parcial das contas de José Luis Rodríguez Zapatero e das suas filhas Alba e Laura, no âmbito da investigação sobre comissões supostamente ilegais associadas ao resgate público da transportadora Plus Ultra. A decisão foi publicada num despacho de 18 de maio.
A investigação analisa a possível prática de crimes de organização criminosa, falsificação de documentos e tráfico de influências, relacionados com a ajuda pública de 53 milhões de euros atribuída à empresa em março de 2021 pelo Governo. Zapatero e as filhas são investigados no contexto do processo.
O magistrado autorizou ainda a apreensão de fundos em criptomoedas, através da Unidade de Delinquência Económica e Fiscal (UDEF), para serem transferidos para carteiras sob controlo da Polícia. O objetivo é assegurar a recuperação dos ativos digitais.
A decisão inclui o bloqueio de contas em plataformas de troca de criptoativos e outras medidas para garantir os fundos encontrados durante a investigação. Agentes realizaram buscas no escritório ligado ao ex-primeiro-ministro e em três sociedades, incluindo a What The Fav S.L., ligada às filhas.
Avanço da investigação
As buscas abrangeram ainda as empresas Softgestor, especialista em consultoria jurídica, e Inteligencia Prospectiva. O despacho autorizou a revista pessoal de María Gertrudis Alcázar, secretária de Zapatero, considerada com papel operativo relevante na alegada rede investigada.
Zapatero foi citado para depor como investigado no dia 2 de junho na Audiência Nacional. O inquérito continua a verificar o eventual envolvimento de outras entidades e pessoas ligadas ao ex-primeiro-ministro.
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