- Documentos oficiais no Reino Unido revelam que a rainha Isabel II estava “muito empenhada” em que o duque de York se tornasse enviado comercial do país.
- A mensagem de 2020 do então presidente da British Trade International indica o desejo de conferir ao cargo uma posição de destaque para promover os interesses nacionais.
- Outro memorando governamental alerta para a necessidade de gerir cuidadosamente a comunicação social, dada a elevada visibilidade pública de Sua Alteza Real.
- O secretário de Estado do Comércio afirmou que não foram encontradas provas de um processo formal de diligência antes da nomeação de André Mountbatten-Windsor.
- André ocupou o cargo entre 2001 e 2011 e acabou por abandonar devido a ligações a figuras controversas na Líbia e no Azerbaijão; a publicação ocorre no âmbito de uma investigação sobre Epstein.
O governo britânico tornou públicos documentos confidenciais que sugerem que a rainha Isabel II estava determinada em que o ex-príncipe André assumisse o cargo de enviado comercial. A divulgação ocorre num contexto de investigação sobre a relação entre o irmão do Rei e Jeffrey Epstein, e sobre alegadas informações confidenciais facilitadas.
Os documentos indicam que a rainha pretendia que o duque de York tivesse destaque na promoção dos interesses nacionais, com a comunicação a mencionar a visibilidade pública dele e a necessidade de gerir com cuidado a comunicação social. A revelação reacende o escrutínio sobre a atuação da monarquia.
Contexto e implicações
O secretário de Estado do Comércio afirmou não haver provas de um processo formal de diligência antes da nomeação de André, indicando que a nomeação foi uma continuação do envolvimento da família real no comércio externo. A nota refere ainda que a visibilidade exigiria gestão mediática rígida.
Histórico do cargo e desfecho
André Mountbatten-Windsor ocupou o cargo entre 2001 e 2011, tendo abandonado o cargo por preocupações com ligações a figuras controversas na Líbia e no Azerbaijão. A nomeação ocorreu após a renúncia do príncipe do Kent ao cargo de vice-presidente do Conselho de Comércio Externo, segundo o governo.
Investigação em curso
As publicações acontecem após a divulgação de milhões de páginas do Departamento de Justiça dos EUA relacionadas com Epstein. Os ficheiros mostram como Epstein utilizou uma rede de amigos influentes para facilitar abusos, o que alavancou o escrutínio sobre ligações do Reino Unido ao caso. O governo afirmou que está a colaborar com a Polícia de Thames Valley na investigação envolvendo André Mountbatten-Windsor.
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