- Xi Jinping e Vladimir Putin celebraram a “parceria sem limites” entre China e Rússia, com mais de 40 acordos entre comércio, energia, ciência, tecnologia e inteligência artificial.
- Os líderes consideraram a relação uma força estabilizadora a nível global e alertaram para o regresso à “lei da selva” por causa do “bullying unilateral” de certos países, em referência aos Estados Unidos.
- Xi pediu coordenação estratégica reforçada e pediu um cessar-fogo urgente no Médio Oriente, apontando que é desaconselhável o recomeço das hostilidades, segundo Trump.
- O Irão ameaçou ampliar a guerra para além do Médio Oriente caso Estados Unidos e Israel retomem ataques, com a Guarda Revolucionária a avisar de golpes em locais inimagináveis.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar o Irão, prometendo um grande ataque se não ceder, enquanto Vladimir Putin chega a Pequim para reunir-se com Xi Jinping, com visita prevista para fortalecer a parceria.
Xi Jinping e Vladimir Putin saudaram a parceria sem limites entre a China e a Rússia, descrevendo-a como uma força estabilizadora global. A dupla alertou para o regresso à “lei da selva” por meio de bullying unilateral, em referência aos Estados Unidos e ao presidente Trump. A cerimónia ocorreu em Pequim, durante a deslocação de Putin à China.
Durante a visita, os dois líderes destacaram a existência de mais de 40 acordos assinados, que vão do comércio à energia, ciência, tecnologia e inteligência artificial. Xi afirmou que a coordenação estratégica deve ser ainda mais estreita, sublinhando a confiança mútua entre as nações.
Xi Jinping pediu um cessar-fogo urgente no Médio Oriente, considerando desaconselhável o recomeço de hostilidades. Putin reiterou a mensagem de parceria, indicando provas de forte alinhamento entre os dois países em temas de segurança e economia.
Contexto internacional e desdobramentos
O encontro coincidiu com a proximidade temporal entre visitas de Trump a Pequim e a de Putin, com cada uma a ser marcada por demonstrações protocolares distintas. A ênfase da China na cooperação com a Rússia surge num momento de tensões com Washington, segundo analistas.
#### İran e dinâmica regional
O regime iraniano anunciou a possibilidade de expandir o conflito para além do Médio Oriente, caso haja ataques de EUA ou Israel. A ameaça veio de um porta-voz da Guarda Revolucionária, que indicou a intenção de responder com golpes em alvos imprevistos.
#### Reação internacional
Dias antes, Trump indicou que poderia aceitar propostas até ao início da próxima semana, mas com a opção de avançar para um ataque caso as negociações com o Irão falhem. A situação acentuou-se como uma escalada diplomático-militar na região.
Agenda dos próximos dias
Putin deverá permanecer na China para fortalecer a parceria bilateral e intensificar a cooperação em áreas estratégicas, conforme anunciado pelas agendas oficiais. O foco principal permanece a convergência de interesses económico-energéticos e a resposta a pressões geopolíticas globais.
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