- O presidente da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo, defendeu a criação de um fundo de catástrofes e o aumento do número de seguros obrigatórios, com subsidiação para quem não conseguir suportar.
- A intervenção ocorreu em vídeo na abertura da conferência em Coimbra, integrada no ciclo promovido pela CGD.
- Macedo disse que é preciso mais seguros obrigatórios para facilitar respostas em situações de dificuldade e incluir financiamento bancário para empresas e famílias que precisam recuperar habitações.
- Na sessão, especialistas destacaram soluções de base natural como mais sustentáveis do que ações artificiais, e debateram governança de recursos e decisões em momentos de calamidade.
- A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, pediu cooperação institucional e uma governação intermédia entre autarquias e Governo para decisões rápidas, afirmando que a lei dos eleitos locais está ultrapassada.
O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, defendeu a criação de um fundo de catástrofes e um aumento do número de seguros obrigatórios para melhorar a resposta a calamidades. Falou numa conferência em Coimbra, integrada no ciclo promovido pela CGD, que reuniu especialistas de várias áreas.
Macedo destacou a necessidade de um fundo que envolva várias entidades e pediu a subsidição de quem não consegue suportar os custos. A ideia é combinar financiamento do Estado com apoio de crédito para empresas viáveis e famílias afetadas pelos estragos.
Durante a sessão de abertura do ciclo O Mundo que Temos. O Mundo que Queremos, também houve intervenções críticas sobre a gestão de recursos em situações de exceção e sobre o papel das políticas públicas na adaptação a eventos climáticos cada vez mais frequentes.
No âmbito da mesma iniciativa, o ex-ministro do Ambiente João Pedro Matos Fernandes apontou que soluções baseadas na natureza devem preceder medidas artificiais, defendendo maior resiliência territorial e menos ocupação de leitos de cheia. A ideia é viver com as condições atuais, adaptando infraestruturas e hábitos.
O professor José Reis, da UC, questionou como se devem governar os recursos em calamidades e destacou falhas no modelo de gestão. Pedro Costa Gonçalves, também da UC, considerou que o Direito encontra dificuldades em lidar com situações de exceção e avisou sobre decisões tomadas sob pressão emocional.
A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, encerrou a sessão sublinhando que gerir calamidades exige uma rede de decisões rápidas entre autarquias e governo. Defendeu uma atualização da organização administrativa local e reforçou a importância da cooperação institucional para respostas célives.
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