- O documentário Maverick: The Epic Adventures of David Lean, exibido em Cannes, coloca o cinema ao lado de um cineasta esquecido.
- O filme lembra por que é que íamos ao cinema.
- O pai de David Lean, que viveu entre 1908 e 1991, nunca demonstrou carinho nem mostrou interesse pelos filmes dele.
- Nunca assistiu a Lawrence da Arábia (1962) nem a A Ponte do Rio Kwai (1957), obras do filho, e preferia o que o irmão poderia produzir.
- Mesmo com mais de duas dezenas de Óscares, o pai dizia que nada do que David fazia era relevante.
O documentário Maverick: The Epic Adventures of David Lean foi exibido em Cannes e propõe uma leitura do legado de um cineasta de referência, ao mesmo tempo que destaca um capítulo esquecido da história do cinema. A obra reúne depoimentos e material de arquivo para mapear a trajetória de Lean.
O filme centra-se em David Lean (1908-1991), autor de obras emblemáticas como Lawrence da Arábia e A Ponte do Rio Kwai, que venceram várias estatuetas. A narrativa aborda o reconhecimento internacional da sua filmografia e os dilemas de avaliação familiar e profissional que o acompanham.
A produção compara o impacto global dos seus filmes com a visão da família, em particular a relação com o pai de Lean. O progenitor, que frequentemente encerrava cartas com love, dad, não demonstrava interesse pelos trabalhos do filho.
A iniciativa, que ganha impulso na mostra de Cannes, pretende reavivar o interesse público pela carreira de Lean. O objetivo é oferecer uma perspetiva crítica e histórica sobre como o cinema de Lean é percebido hoje.
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