- A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou que a administração de Donald Trump “não gosta claramente” da União Europeia, por recear que os 27 Estados-membros unidos se tornem uma potência equivalente.
- Kallas destacou a força da UE quando está unida e avisou que alguns países da UE estão a transmitir a Washington a ideia de que a relação é boa, o que facilita uma estratégia de divisão.
- Manifestou preocupação com sondagens que indicam que apenas 14% dos europeus consideram os Estados Unidos um aliado.
- Criticou a posição norte-americana nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, alegando pressão para a Ucrânia ceder territórios que não perdeu militarmente.
- Defendeu manter a pressão sobre a Rússia para que Moscovo tenha de sentar-se à mesa de negociações com Kiev e com a UE, e reforçou que a participação de mulheres nas negociações pode tornar os acordos mais duradouros.
A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou que a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, não gosta claramente da União Europeia. A notícia surgiu na entrevista realizada na Conferência Lennart Meri, em Talin, Estónia. A responsável destacou o receio de que os 27 Estados-membros unidos possam tornar-se uma potência equivalente.
Kallas comparou a postura de Washington à de Rússia e China, dizendo que a força europeia cresce com a união e a atuação conjunta. Alertou ainda que alguns países da UE enviam à capital norte-americana sinais de boa relação, o que pode facilitar uma estratégia de divisão.
A alta representante expressou preocupação com a percepção pública europeia sobre os EUA, que, segundo sondagens, aponta apenas 14% como aliados. Defendeu que as economias e a segurança europeias estão entrelaçadas e não devem ser ignoradas.
Em relação às negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, Kallas criticou a posição norte-americana, acusando de pressionar a Ucrânia a ceder territórios que não perdeu militarmente. Observou que o recurso a pressões não resulta em paz estável.
No contexto da guerra na Ucrânia, a dirigente ressaltou a necessidade de manter a pressão sobre a Rússia para que Moscovo reconheça a importância de negociações com Kiev e com os países europeus. Disse que o caminho é sentar-se à mesa, com justiça e envolvimento das partes.
A responsável mencionou que, em negociações de paz, a participação de mulheres pode tornar acordos mais duradouros, sugerindo que a presença feminina contribuiu para um ambiente diferente na TV de negociações entre EUA e China.
Entre na conversa da comunidade