- Alexandre Santos afirmou que a reforma laboral é “um bocado irrelevante” para as startups, na SIM Conference em Porto.
- Alega que a maioria das empresas contrata talento acima da média nacional e que a grande dificuldade é reter esse talento ao longo do tempo.
- Reforça a necessidade de facilitar a contratação de estrangeiros, com vistos mais rápidos, e critica a opinião de que a nacionalidade não pode ajudar; aponta ruído na perceção de que Portugal não é recetivo.
- Observa que há interesse de americanos no golden visa e que muitos procuram formas de contribuir para o país, destacando a importância de aproveitar quem decide mudar-se para cá.
- Aponta medidas para atrair mais startups: educar potenciais fundadores, explorar a propriedade intelectual gerada nas universidades, acelerar projetos deep tech e lançar a Tech Foundry para ligar a 30 países a potenciais clientes.
O responsável da área de startups reagiu à reforma laboral durante a SIM Conference, na Alfândega do Porto, no último dia do evento. O tema abriu o debate entre os presentes, mas, para Alexandre Santos, a reforma é pouco relevante para as startups.
Santos afirma que a maior parte das empresas de tecnologia contrata talento com remunerações acima da média nacional e que manter esse capital de talento ao longo do tempo é o desafio central. Assim, considera que muitos aspetos da reforma não tocam matérias relevantes para o setor.
Visão sobre a reforma laboral
Segundo o responsável, a rapidez para contratar trabalhadores estrangeiros, com vistos facilitados, é prioritária para as tecnologias. Além disso, aponta que a lei da nacionalidade gerou ruído e pode passar a ideia errada de menor recetividade de Portugal a quem vem de fora.
Temos de aproveitar as pessoas que escolhem mudar-se para cá, endossa, recordando casos recentes de profissionais com o visa gold que procuram ativamente contribuir para o ecossistema nacional.
O que é preciso para atrair mais startups
Entre as iniciativas, destaca a necessidade de educar e capacitar potenciais fundadores, não apenas nas escolas, mas também nas universidades. Outro foco está no aproveitamento da propriedade intelectual gerada nas instituições para levar esse conhecimento ao mercado.
Foi anunciada na SIM a segunda fase de um programa para acelerar projetos deep tech, com acesso aos mercados certos e ao mundo adequado. A Tech Foundry surge nesse contexto, servindo de elo com um acelerador global para ligar a 30 países a potenciais clientes.
Ações da Startup Portugal
A Startup Portugal trabalha ainda para criar condições que incentivem mais pessoas a apostar em potenciais fundadores. O objetivo é melhorar o ecossistema, através de parcerias com universidades, centros de investigação e redes internacionais, mantendo o foco na neutralidade e na prática baseada em evidência.
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