- EUA avançam com a possibilidade de acusar Raúl Castro, irmão de Fidel, em pleno aumento da pressão sobre Cuba durante a crise energética.
- O secretário de Estado, Marco Rubio, renovou uma oferta de 100 milhões de dólares (85 milhões de euros) em ajuda, desde que chegue à população via a Igreja Católica, sem passar pelo governo cubano.
- O chefe da CIA, John Ratcliffe, visitou Cuba numa altura em que Havana diz estar sem petróleo, numa demonstração de contatos entre ambos os países.
- O governo cubano afirma que o petróleo já se esgotou e que o bloqueio dos Estados Unidos agrava a crise energética.
- Em sentido diplomático, está prevista uma reunião de alto nível em Havana a 10 de abril, num esforço de diálogo entre as duas nações.
O Departamento de Justiça dos EUA estaria a considerar apresentar acusações contra o ex-presidente cubano Raúl Castro, segundo relatos de organizações de comunicação norte-americanas. A provável acusação centraria-se no abate, em 1996, de dois aviões civis de pilotos anti-C Castro. A notícia surge numa altura de tensão entre Washington e Havana, marcada por restrições energéticas na ilha.
Enquanto isso, as relações entre os dois países voltam a ganhar destaque com a visita do director da CIA, John Ratcliffe, a Havana. A presença do responsável da agência ocorreu numa altura em que Cuba afirma estar sem petróleo, agravando o impasse energético provocado por sanções e bloqueios.
Crise energética e ajuda humanitária
Cuba descreveu a situação como crítica, com o ministro da Energia a indicar que o petróleo já se esgotou e o fornecimento continua interrompido. O governo cubano reiterou que não representa ameaça externa e que não coopera com atividades hostis a países terceiros.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, renovou uma oferta de ajuda no valor de 100 milhões de dólares, condicionada à distribuição via Igreja Católica, sem intervenção governamental cubana. Em resposta, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel pediu aos EUA o levantamento do embargo.
Contexto diplomático
As autoridades cubanas assinalaram que as discussões entre os dois países prosseguem, com uma reunião de alto nível prevista em Havana para breve. O objetivo declarado é facilitar o diálogo político entre as duas nações e reduzir as tensões à luz da crise energética.
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