- O Estado adquiriu 58 obras de arte contemporânea de 35 artistas para a Coleção de Arte Contemporânea do Estado, num investimento global de cerca de 780 mil euros; o relatório de 2025 da Comissão para a Aquisição de Arte Contemporânea aponta 759.529 euros.
- Entre as aquisições mais caras, destaca-se The Tearoom, de João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, por 79.950 euros.
- Miguel Branco viu 34 pinturas a óleo sobre madeira, sem título, de 2023, adquiridas por 57.195 euros.
- Outras peças de relevo incluem trabalhos de Pancho Guedes, Maria José Aguiar e António Areal, com valores entre 35.000 e 41.032 euros.
- A CAAC seleciona artistas nacionais e internacionais, abrangendo várias gerações e linguagens, para reforçar a diversidade da coleção e promover o diálogo entre práticas contemporâneas e obras históricas.
O Estado comprou 58 obras de arte contemporânea de 35 artistas, para a Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE). O investimento total foi de cerca de 759.5 mil euros, segundo o relatório de 2025 da CAAC.
As aquisições foram divulgadas pela Museus e Monumentos de Portugal (MMP) e constam do relatório anual da CAAC, que detalha propostas de aquisição para 2025, incluindo descrições, fundamentação e valores.
Entre as peças mais caras está The Tearoom (2024), de João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, adquirida por 79.95 mil euros. A obra combina blusões de cabedal, cabides, estrutura metálica e espelho.
Um bloco de 34 pinturas a óleo sobre madeira, sem título (2023), de Miguel Branco, foi comprado por 57.195 euros. Três obras de Pancho Guedes somam 41.032 euros, incluindo Família vegetal e A força do seu olhar.
Outras peças de destaque incluem Festas das cruzes (1974) de Maria José Aguiar, por 40.000 euros, e O Colecionador de Belas-Artes (1970) de António Areal, por 35.000 euros. A lista completa integra a seleção para enriquecer a coleção pública.
A CAAC, criada em 2019 e integrada na MMP, reúne propostas que contemplam cinema, pintura, escultura, desenho, fotografia e instalação, com artistas de várias gerações e nacionalidades.
A seleção inclui nomes portugueses e estrangeiros como Ana Léon, Diogo Pimentão, Filipa César e Joana Escoval, entre outros, procurando ampliar contextos artísticos diferentes.
As obras foram escolhidas pela relevância artística, técnica e histórica, pela diversidade temática e pela contribuição para o acervo, abrangendo identidade, memória, ambiente e política.
A estratégia visa reforçar a representação regional e cultural, com artistas de Portugal, Brasil, Angola, Moçambique e Alemanha, promovendo diálogo entre práticas contemporâneas e obras históricas.
A CAAC tem a missão de identificar obras que enriqueçam a CACE e apresentar anualmente o relatório com autores, características e valores das aquisições.
A CACE é uma coleção pública destinada a apoiar artistas nacionais, preservar a criação contemporânea e divulgá-la junto do público.
O programa de aquisições, retomado em 2019, surge após um ciclo de 200 artistas que reivindicaram medidas para o setor, iniciando com um orçamento de 300 mil euros para 2019.
As obras adquiridas são, em parte, disponibilizadas a instituições públicas para exposições temporárias e têm circulado pelo país, bem como internacionalmente.
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