- O presidente Mahmoud Abbas anunciou a preparação de eleições legislativas e presidenciais, sem data, durante o congresso da Fatah em Ramallah.
- A Fatah realiza o seu primeiro congresso em uma década, para eleger um novo comité central, com 18 representantes, e 80 para o conselho revolucionário.
- Analistas dizem que a guerra em Gaza, a expansão de colonatos na Cisjordânia e a erosão da legitimidade colocam desafios à Fatah, com o comité central a assumir papel decisivo na era pós‑Abbas.
- A Fatah já não domina plenamente a Autoridade Palestina nem a Organização para a Libertação da Palestina, segundo Masarat; há preocupações sobre a falta de um projeto nacional unificado.
- Ausências relevantes e potenciais candidatos: Nasser al‑Kidwa boicota a reunião; entre os favoritos apontados estão Jibril Rajoub e Hussein al‑Sheikh, com o filho de Abbas, Yasser Abbas, a concorrer a um lugar no comité central; a eleição em Gaza decorre na Universidade al‑Azhar.
A Palestina prepara-se para realizar eleições legislativas e presidenciais, segundo Mahmoud Abbas, que prometeu organizar as votações sem indicar data. O anúncio foi feito durante o congresso da Fatah, em Ramallah, Cisjordânia ocupada, com Abbas a defender reformas e um novo ciclo democrático.
O congresso de 3 dias, o primeiro em uma década, elege o novo comité central da Fatah, principal membro da OLP. O evento ocorre num contexto de guerra em Gaza, expansão de colonatos na Cisjordânia e crescente desgaste da legitimidade do partido, conforme análises da AFP.
Jibril Rajoub, secretário-geral do comité central, afirma que a Fatah enfrenta “os desafios mais graves” da luta. O objetivo é fortalecer a criação de um Estado palestiniano e manter a OLP como representante legítima, dizem responsáveis do partido.
Contexto político
O Governo de Israel, liderado por Benjamin Netanyahu, mantém a posição de não reconhecer um Estado palestiniano pleno na Cisjordânia e em Gaza, território ocupado desde 1967. A atividade de colonatos continua no terreno, conforme observadores.
O analista Hani al-Masri observa que a Fatah deixou de dominar a Autoridade Palestiniana e a OLP, usando-as para manter legitimidade. AFA afirma que o projeto nacional está ausente de debates, o que preocupa o ambiente político.
Participação e expectativas
O congresso reúne cerca de 2.580 participantes, a maior parte em Ramallah, com centenas participando a partir de Gaza, Cairo e Beirute. Serão escolhidos 18 representantes para o comité central e 80 para o conselho revolucionário.
Entre os nomes mais citados para suceder Abbas estão Jibril Rajoub e Hussein al-Sheikh. O filho de Abbas, Yasser Abbas, candidata-se a um lugar no comité central, enquanto Nasser al-Kidwa boicota a reunião em Gaza.
Repercussões regionais
Na Faixa de Gaza, o comité central será eleito na Universidade Al-Azhar, em Gaza, num cessar-fogo frágil desde outubro. Hamas, que ganhou as eleições de 2006, controla Gaza desde 2007, afastando a Fatah do território.
Netanyahu reiterou que a Autoridade Palestiniana e a Fatah não terão papel na governação de Gaza após o fim do conflito, consolidando a divisão entre as áreas palestinianas sob diferentes administrações.
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