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Draghi afirma que UE deve ser mais assertiva com os EUA

Draghi defende um federalismo pragmático para a UE ser mais assertiva com os EUA e responder à nova incerteza de segurança

Mario Draghi recebeu o Prémio Carlos Magno 2026 em Aachen na Alemanha
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  • Draghi afirmou que a União Europeia deve ser mais assertiva com os EUA, adotando um “federalismo pragmático” para ser decisiva.
  • Disse que o parceiro dos EUA tornou-se mais confrontacional e imprevisível e que a negociação habitual, na maior parte, não funcionou.
  • Afirmou que a mudança de atitude dos Estados Unidos em relação à segurança europeia não é apenas uma ameaça, mas um alerta necessário.
  • Garantiu que, pela primeira vez desde 1949, os Estados Unidos podem não assegurar a segurança da UE nas mesmas condições, sem um substituto claro na China; a UE precisa agir.
  • O Prémio Carlos Magno 2026, no valor de um milhão de euros, foi entregue em Aachen; assistiram Christine Lagarde e Ursula von der Leyen, com discursos de Merz e Mitsotakis em homenagem a Draghi.

O ex-presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, afirmou que a União Europeia precisa de ser mais assertiva com os EUA, líderes do governo de Donald Trump. O comentário ocorreu durante a entrega do Prémio Carlos Magno 2026, em Aachen, Alemanha. Draghi defendeu que a UE adopte um “federalismo pragmático” para ganhos de influência.

O discurso sublinhou que o atual parceiro global se tornou mais confrontacional e imprevisível. A abordagem histórica de negociação e compromisso da UE, segundo Draghi, não tem produzido os resultados desejados. Ele pediu capacidade de resposta mais firme para restaurar uma parceria mais equitativa.

Draghi alertou que a mudança na atitude da América para a segurança europeia não é apenas uma ameaça, mas um aviso necessário. O ex-governante acrescentou que, num mundo com alianças em evolução, cada dependência estratégica deve ser reavaliada.

Foco no prémio e receção

O Prémio Carlos Magno, atribuído anualmente, foi entregue em Aachen a Draghi. O evento contou com a presença de cerca de 700 convidados, incluindo Christine Lagarde e Ursula von der Leyen. O prémio reconhece contribuições para a unidade europeia desde 1950.

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