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Estados Unidos registam em 2025 mais saídas do que entradas

Saldo migratório dos Estados Unidos foi negativo em 2025 pela primeira vez em décadas, com menos entradas e mais deportações, tendência prevista para 2026

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  • Em 2025, o saldo migratório dos EUA foi negativo pela primeira vez em pelo menos meio século, entre menos 10.000 e menos 295.000 pessoas, segundo Brookings.
  • O recuo nas entradas no país, aliado a políticas de repressão à imigração, explica o saldo negativo estimado para 2026, mesmo com deportações agressivas.
  • O relatório aponta que houve entre 310.000 e 315.000 deportações em 2025, números inferiores aos divulgados pela Casa Branca; o Departamento de Segurança Interna (DHS) diz já ter deportado mais de 600 mil pessoas.
  • Prevê-se que, em 2026, as deportações aumentem com financiamento da lei One Big Beautiful Bill, de Donald Trump, que prevê mais recursos para fiscalização e infraestrutura.
  • A análise aponta impactos económicos, com menor crescimento do emprego, do produto interno bruto e do consumo, estimando uma queda de consumo entre 50 mil milhões e 95 mil milhões de euros entre 2025 e 2026; também há aumento de renúncias de cidadania.

Os Estados Unidos registaram, em 2025, um saldo migratório líquido negativo pela primeira vez em pelo menos meio século. O recuo deve-se sobretudo à redução das entradas de imigrantes, apesar de esforços agressivos de deportação. Estimativas do Brookings indicam uma posição entre -10.000 e -295.000 pessoas.

A diferença entre emigrantes e imigrantes no ano passado resulta de uma menor pressão de entrada e de maior fiscalização. O relatório cita a suspensão de programas humanitários e a menor emissão de vistos temporários como fatores-chave para o saldo negativo. A Casa Branca não contabiliza oficialmente norte-americanos que se reinstalam no estrangeiro, o que explica variações nas estimativas.

Deportações e políticas de controlo fronteiriço aparecem como motores centrais do fenómeno. O Brookings estima entre 310.000 e 315.000 deportações em 2025, valor inferior ao divulgado pela Administração. O Departamento de Segurança Interna afirma ter ultrapassado 600.000 deportações até à data, o que contrasta com o intervalo do estudo.

Impacto económico

Analistas apontam que a queda da migração pode afectar setores ligados às comunidades imigrantes. O estudo antecipa menor crescimento de emprego, PIB e consumo, com a previsão de redução entre 50 mil milhões e 95 mil milhões de euros no período entre 2025 e 2026. A economia pode sentir impactos indiretos pela menor atividade empresarial associada a migrantes.

Os autores do relatório destacam ainda uma previsão de subida das deportações em 2026, sob financiamento associado à proposta legislativa One Big Beautiful Bill do Presidente Trump. A medida prevê investimentos para ampliar infraestrutura e pessoal de fiscalização, elevando o ritmo de controlo de fronteiras.

Renúncias de cidadania e destinos

A migração sujeito a alterações pode também refletir-se em renúncias de cidadania. Em 2025, o número de renúncias quase atingiu os 5.000, perto de cinco vezes o nível habitual das últimas décadas, sinalizando uma possível volatilidade adicional na mobilidade internacional.

A nível internacional, o México emerge como destino com maior concentração de expatriados norte-americanos, seguido por outros países europeus segundo o Departamento de Estado. Relatórios de imprensa indicam que muitos norte-americanos passaram a buscar oportunidades em território externo, motivados por fatores económicos e sociais.

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