- Áudios divulgados mostram Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro, com Vorcaro preso e a negociar delação, para financiar o filme Dark Horse sobre a trajetória do pai.
- Flávio teria negociado 134 milhões de reais (equivalente a 22,3 milhões de euros) para a produção, mas afirmou ter recebido apenas 61 milhões de reais.
- Mensagens de setembro de 2025 e novembro de 2025 mostram cobranças ao empresário e contato com Vorcaro; a Polícia Federal prendeu Vorcaro após tentativa de fuga do Brasil.
- A investigação aponta que Ciro Nogueira, presidente do PP, receberia 300 mil reais por mês do Banco Master, com despesas pagas para influenciar projetos no Congresso.
- Parte do dinheiro mover-se-ia para um fundo sediado no Texas ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro, enquanto pesquisas de opinião apontavam cenários eleitorais com Flávio Bolsonaro e Lula.
O caso do Banco Master volta a colocar o escrutínio sobre a relação entre figuras da direita brasileira e o que as autoridades qualificam como desvio no setor financeiro. Áudios e mensagens revelam intervenções de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, dirigidas a Daniel Vorcaro, banqueiro envolvido em investigações. O conteúdo sugere negociações para apoiar filmes e financiamento de campanhas.
Segundo investigações da Polícia Federal, Vorcaro está preso e negocia delação premiada. Flávio Bolsonaro teria procurado Vorcaro para assegurar recursos destinados a projetos ligados à produção de um filme sobre a trajetória política do político. O montante discutido gira em torno de dezenas de milhões de reais, com negociações marcadas por prazos e condições de pagamento.
Vinculações com o Banco Master são centrais no caso. O intercâmbio de valores envolve acordos de financiamento que teriam sido distintos entre Vorcaro e integrantes da família Bolsonaro. Além de Flávio, o ex-ministro Ciro Nogueira aparece nos autos, com informações sobre recebimentos mensais que teriam ligação ao banco.
Enredo e envolvidos
As investigações apontam que Ciro Nogueira, presidente do PP, seria utilizado para favorecer projetos do Master no Congresso. A PF realizou buscas em endereços ligados a Nogueira e levantou informações sobre pagamentos mensais ao longo de 2025. A soma estimada de repasses envolve centenas de milhares de reais mensais.
As apurações também mencionam pagamentos de jatinhos e viagens vinculados ao Master, em troca de apoio legislativo. Um dos objetivos mencionados seria propor alterações regulatórias que beneficiariam a instituição financeira. A história envolve, ainda, um grupo de familiares próximos a Daniel Vorcaro.
Andamento das investigações
O caso ganhou novo fôlego após a divulgação de mensagens entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, datadas de 2025. As mensagens descrevem tensões sobre prazos de pagamento e a percepção de risco de calotes junto de figuras do circuito cinematográfico. A Polícia Federal trabalha para confirmar os vínculos entre as partes.
Parte do dinheiro do Master teria sido transferido para estruturas no exterior, incluindo um fundo sediado no Texas. Há menções a aliados de Eduardo Bolsonaro no exterior, o que complica o quadro político no Brasil. As autoridades buscam esclarecer a origem e a finalidade desses pagamentos.
Situação atual
Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira negam ter recebido benefício direto das operações do Master. Vorcaro permanece sob detenção, com negociações em curso para delação. A divulgação pública de elementos do caso provocou abalo no ambiente político e entre os aliados da direita.
A pesquisa de intenção de voto recente, mencionada pela imprensa, é citada como referência antiga diante do impacto do caso sobre a percepção pública. O processo continua aberto, com novas quebras de sigilo e revelações que podem influenciar o cenário eleitoral.
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