- O Pavilhão do Qatar na Bienal de Veneza de 2026 apresenta uma exposição temporária que reúne artistas, músicos e cozinhas de todo o mundo árabe e das suas diásporas.
- À entrada está a escultura Jerrican, criada pela artista Alia Farid, um enorme recipiente de água inspirado em peças tradicionais do Golfo.
- A obra explora como a modernidade reconfigura a comunidade e o ritual, mantendo ligação com a tradição de oferecer água aos viajantes no deserto.
- O programa culinário, curado pelo chef Fadi Kattan, reúne cozinhas do Qatar, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e outros países da região, com bebidas que refletem o intercâmbio cultural.
- O pavilhão é entendido como espaço de convívio, onde visitantes podem sentar, comer, ouvir música e permanecer, num ambiente em contínua transformação.
No pavilhão do Qatar na Bienal de Veneza de 2026, uma instalação de água em forma de recipiente — Jerrican — recebe os visitantes na entrada. A obra, de Alia Farid, baseia-se em recipientes tradicionais do Golfo usados para oferecer água aos viajantes no deserto.
A peça serve de ponto de partida para uma exposição que recria o futuro espaço dos Giardini. A mostra junta artistas, músicos e cozinheiros de todo o mundo árabe e das suas diásporas, em formato temporário.
A história é contada pela comida que envolve o espaço. O programa culinário é assinado pelo chef Fadi Kattan, que reuniu cozinheiros do Qatar, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e outros países, para explorar sabores regionais.
Para Kattan, Veneza tem uma dimensão histórica relevante, com ligações comerciais entre o mundo árabe e a cidade desde o século XIII. A bebida servida no espaço também reflete essa interculturalidade, com ingredientes como sumagre, zaatar e feno-grego.
A chef Noof Al Marri ressalta que a comida funciona como ponte entre culturas e gerações, promovendo partilha à mesa e a circulação de histórias entre visitantes e residentes.
### Um espaço de encontro em transformação
Os visitantes são convidados a permanecer no pavilhão, a sentar-se, comer e ouvir música. Segundo a co-curadora Ruba Katrib, o espaço fomenta convívio, não apenas uma passagem rápida entre obras.
O pavilhão do Qatar é concebido para ser dinâmico: as obras, o som, o movimento e as interações moldam o ambiente, num contínuo de alterações dirigido pela participação do público.
A exposição funciona como apresentação de um futuro espaço permanente, já integrado na lógica de convivência, onde as performances e projeções criam uma experiência imersiva para quem visita.
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