- Randstad iniciou um despedimento coletivo que afeta 42 trabalhadores, noticia confirmada pela empresa e reportada pelo Sindicato dos Trabalhadores de Call Center (STCC).
- A Randstad diz tratar-se de um ajuste da atividade, devido ao encerramento e à redução de alguns contratos na operação de contact center em Portugal.
- O STCC acusa o despedimento de seguir uma lógica de aumento de lucros no setor, assente na precarização e na deslocalização para países com menores direitos laborais.
- O sindicato informa que houve tentativas de mobilidade interna e de soluções alternativas, incluindo transferências de Braga e do Porto para Elvas, a mais de 300 quilómetros.
- Os trabalhadores abrangidos estiveram ligados a projetos com Concentrix, Nowo e Digi, Vodafone, NOS, REN PRO e Vialivre; há casos com mais de 10 anos de serviço e trabalhadoras a amamentar.
A Randstad está a realizar um despedimento coletivo que envolve 42 trabalhadores da operação de contact center em Portugal. O processo foi confirmado pela empresa e confirmado pelo Sindicato dos Trabalhadores de Call Center (STCC) em comunicado.
O STCC afirma que o movimento revela uma lógica de aumento de lucros no setor à custa dos trabalhadores, com agravamento da precariedade e deslocalização para países com menores direitos laborais. O sindicato diz ainda que não é um caso isolado no setor.
A Randstad explica que os despedimentos decorrem do ajustamento da atividade, com encerramento e redução de alguns contratos, no âmbito da gestão da operação. A empresa assegura cumprir a legislação e ter promovido mobilidade interna e soluções alternativas.
Detalhes do processo
A empresa refere que o despedimento está alinhado com a necessidade de ajuste da operação, sem especificar setores afetados. O STCC indica que houve tentativas de mobilidade para o Norte e para Elvas, distantes, interpretadas como pressões para despedimentos voluntários.
O sindicato acrescenta que os despedimentos afectam trabalhadores com diferentes níveis de antiguidade, incluindo pessoas com mais de 10 anos de serviço, algumas a amamentar. Trabalhavam em projetos com Concentrix, Nowo, Digi, Vodafone, NOS, REN PRO e Vialivre.
Reação sindical
Nuno Geraldes, dirigente do STCC, afirma que o processo não está isolado e que o setor tende a substituir trabalhadores por mão de obra mais barata, com deslocalização para vários países. O STCC já prepara uma resposta coletiva para impedir o despedimento.
A Randstad, um dos maiores empregadores do país, mantém o foco no cumprimento da legislação e na busca de alternativas para os colaboradores abrangidos. A empresa não revelou números adicionais nem prazos para o encerramento do processo.
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