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Putin elogia avanços russos na Ucrânia apesar do apoio da NATO a Kiev

Putin diz que a Rússia avança na Ucrânia, pese o apoio da NATO; desfile em Moscovo teve pouca presença externa e sem exibição de armamento, enquanto Trump anuncia trégua de três dias

Vladimir Putin, Presidente da Rússia, presidiu às celebrações da vitória soviética na II Guerra Mundial, em 1945
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  • O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que as Forças Armadas russas estão a avançar na Ucrânia, apesar do apoio da Organização do Tratativo do Atlântico Norte (NATO) ao governo de Kiev.
  • O discurso foi proferido na Praça Vermelha, durante as comemorações do Dia da Vitória, em Moscovo, com uma parada militar mais contida e sem exibição de material de guerra.
  • O ministro da Defesa russo justificou a ausência de equipamento militar por motivos da situação operacional, enquanto o porta-voz do Kremlin mencionou precaução devido a ameaças de ataques ucranianos.
  • O Dia da Vitória ocorreu com a participação reduzida de chefes de Estado estrangeiros, sendo que apenas cinco dirigentes estiveram presentes.
  • O ex-presidente norte-americano Donald Trump anunciou uma trégua de três dias entre a Rússia e a Ucrânia, notícia que foi recebida com cautela pelo Kremlin.

Vladimir Putin, Presidente da Rússia, afirmou que as Forças Armadas russas estão a avançar na Ucrânia, apesar do apoio de todo o bloco da NATO ao Governo de Kiev. O discurso ocorreu na Praça Vermelha, durante a cerimónia de Dia da Vitória em Moscovo, num tom elogiando os chamados heróis do país.

Putin disse que a operação militar continua a cumprir objetivos, referindo que a adversária está sob forte apoio ocidental. As observações surgem num contexto de ofensiva de primavera no leste ucraniano, com o objetivo de controlar o Donbass, segundo analistas citados pela imprensa internacional.

A cerimónia contou com uma participação internacional reduzida. Apenas cinco chefes de Estado estrangeiros estiveram presentes, entre eles o líder bielorrusso, o monarca da Malásia e o presidente do Cazaquistão. O primeiro-ministro eslovaco também viajou a Moscovo para encontros, sem confirmação de presença no desfile.

Não houve apresentação de material de guerra típico do evento, com veículos militares substituídos por imagens em ecrã. O Ministério da Defesa explicou a ausência de equipamento pela atual situação operacional, enquanto o porta-voz do Kremlin indicou precaução devido a potenciais ataques ucranianos.

Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia, emitiu um decreto prévio que autorizava a realização do evento e assegurava que as forças ucranianas não atacariam a Praça Vermelha, reduzindo tensões durante as celebrações.

Trump fala em trégua, mas o Kremlin mantém postura cautelosa. O ex-presidente americano anunciou uma pausa entre 9 e 11 de maio para intercâmbio de prisioneiros, notícia que gerou reações várias, ainda sob controvérsia sobre a duração e o cumprimento.

Peskov, porta-voz do Kremlin, reiterou que a resolução do conflito na Ucrânia é complexa e exige negociações cuidadosas. A posição oficial tem sido de cautela em relação a trocas rápidas ou acordos precipitados, sinalizando continuidade do diálogo necessário.

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