- A Comunidade Israelita de Lisboa pediu às Câmaras de Faro e Loulé, bem como ao Governo, que não concedam apoios públicos ao concerto de Kanye West (agora Ye) no estádio do Algarve, marcado para 07 de agosto.
- O presidente da CIL, David Botelho, afirmou que seria chocante o Estado português ou as autarquias apoiarem um evento de alguém com discursos antissemitas e de apoio ao nazismo.
- Botelho disse que há sinais de antissemitismo, discurso de ódio e negação do Holocausto por parte do artista, e que o Estado não deve financiar nem ceder espaços para esse tipo de conteúdo.
- A CIL já tinha enviado, no início de abril, cartas às câmaras de Loulé e Faro e a dirigentes governamentais, solicitando o fim de qualquer apoio, mas não houve resposta até ao momento.
- Kanye West reagiu às polémicas alegando ter mudado de posição e mencionando transtorno bipolar; a digressão europeia tem gerado resistência em vários países, incluindo França, Polónia e Reino Unido.
A Comunidade Israelita de Lisboa (CIL) pediu às Câmaras de Faro e de Loulé e ao Governo que inviabilizem apoios públicos a um concerto de Kanye West, no estádio do Algarve, marcado para 7 de agosto. A posição foi anunciada na presente semana.
A CIL sustenta que o artista, agora conhecido como Ye, tem proferido discursos antissemitas e elogios ao nazismo. O presidente da associação, David Botelho, considerou chocante a hipótese de o Estado cívico ou entidades locais apoiarem o evento ou cederem espaços públicos.
A CIL já tinha enviado, no início de abril, cartas às autarquias e ao Governo, sem obter respostas até ao momento. A organização sustenta que recursos públicos não devem ser usados para apoiar uma figura com historial de ataques a comunidades minoritárias.
Contexto e posição da CIL
Botelho afirma que a digressão europeia de Ye tem gerado controvérsia noutros países, com recusas de concertos e restrições de visto em várias jurisdições. Em Portugal, a CIL aponta para sinais públicos de antissemitismo, que exigem respostas das autoridades.
Segundo a associação, o estádio do Algarve acolheria uma atuação de alguém com discurso considerado sinistro por vários governos. O uso de infraestrutura pública para fins lucrativos é visto como uma normalização inaceitável de ódio.
A CIL ressalva que as autoridades devem impedir apoios financeiros, logísticos ou de espaço a este evento. A organização argumenta que o Estado não deve colaborar com ações que promovam ou normalizem o discurso de ódio.
Kanye West respondeu às polémicas, sugerindo ter mudado de posição e atribuindo parte das declarações a um transtorno bipolar. Nos últimos anos, o rapper perdeu fãs e contratos por declarações controversas, incluindo referências a figuras extremistas.
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