- Em 2 de maio de 1808 Madrid levantou‑se contra o exército francês, após a notícia de que o príncipe Francisco de Paula seria levado para França.
- Murat respondeu com artilharia; os combates estenderam‑se pela cidade, especialmente na Puerta del Sol, na Plazuela de la Villa e na Cava de San Miguel, onde Daoíz e Velarde resistiram até à morte.
- O combate terminou por volta das 14h; Murat criou uma comissão para abater capturados e o total de baixas não ultrapassou 500, com apenas uma parte de soldados.
- No dia seguinte, 3 de maio, os franceses executaram prisioneiros; Francisco de Goya retratou o momento num quadro célebre, ampliando o impacto da repressão.
- Em Móstoles, Andrés Torrejón e Simón Hernández assinaram o Bando de Independencia, redigido por Juan Pérez Villamil; o ato não foi uma declaração formal de guerra, que só veio com a Junta Suprema Central em Sevilha a 6 de junho de 1808.
O 2 de maio de 1808 ficou marcado como o início da insurreição contra a ocupação francesa em Madrid. Nesse dia, a população reagiu à detenção do príncipe Francisco de Paula, levado para França, após rumores de que o rei Fernando VII era deslocado. O levante começou a escalar rapidamente.
A cidade ficou em alerta durante a manhã, com a Guarda Imperial em posição diante do palácio. Os combates passaram a dominar a capital, com confrontos na Puerta del Sol, na Plazuela de la Villa e na Cava de San Miguel. O conflito prolongou-se por horas.
No núcleo da resistência, o parque de artilharia de Monteleón foi palco de uma das batalhas mais duras. Os capitães Luis Daoíz e Pedro Velarde, apoiados pelo tenente Ruiz, enfrentaram as forças francesas sob o comando do general Lefranc. Daoíz e Velarde foram mortos, mas o fogo continuou.
Às 14:00, o fogo cessou. Na noite seguinte, Murat formou uma comissão para punir capturados com armas. O total de baixas ficou abaixo de 500, com apenas uma fatia de soldados. A medida foi apresentada como uma lição à Espanha pela autoridade francesa.
O desfecho em Madrid e as consequências
No dia seguinte, 3 de maio, ocorreram execuções de prisioneiros. Este capítulo sangrento ganhou notoriedade na arte através de Francisco de Goya, cuja obra denunciou os fuzilamentos e os impactos da repressão, que aumentaram o endurecimento do conflito em todo o país.
O Bando de Independência de Móstoles
Na tarde de 2 de maio, dois homens de Móstoles levaram a notícia possível para a região. Andrés Torrejón e Simón Hernández assinaram uma circular dirigida a autoridades ao longo do Caminho Real da Estremadura, apelando à ajuda armada da capital. O documento ficou conhecido como Bando de Independência.
O texto, redigido por Juan Pérez Villamil, afirmava a necessidade de lutar pela pátria contra as tropas francesas, com a assinatura dos presidentes de Câmara locais. Os responsáveis tentaram afastar-se da responsabilidade, diante da lei marcial, mas Villamil manteve o impulso de resistência.
O Bando não foi uma declaração formal de guerra, tal como a Junta Suprema Central decretou mais tarde, em Sevilha, no mês de junho de 1808. Ainda assim, o acervo de Móstoles acentuou o início da Guerra de Independência na Península Ibérica.
A Guerra da Independência terminou a 17 de abril de 1814. O episódio de Móstoles é visto como marco inicial, que abriu caminho à resistência contra Napoleão e à luta pela autonomia espanhola, influenciando a História da região.
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