- O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, ordenou a retirada de cerca de cinco mil soldados norte-americanos da Alemanha no próximo ano, segundo o Pentágono.
- A retirada deve ficar concluída nos próximos seis a doze meses; uma brigada de combate será retirada e um batalhão de artilharia de longo alcance já não será deslocado.
- Com a operação, o nível de tropas norte-americanas na Europa ficará similar aos valores pré-2022, antes da invasão da Ucrânia pela Rússia.
- A medida surge numa escalada de tensão entre Washington e Berlim, incluindo aumento de tarifas e críticas à posição alemã sobre o estreito de Ormuz.
- Em paralelo, Donald Trump anunciou um aumento das tarifas sobre veículos da União Europeia para 25%; a base aérea de Ramstein foi citada como exemplo de importância estratégica.
O secretário da Defesa dos EUA ordenou a retirada de cerca de 5000 militares da Alemanha no próximo ano, anunciou o Pentágono. A decisão ocorre numa fase de tensões entre Washington e Berlim, em meio a tarifas crescentes e descontentamento com a posição alemã no estreito de Ormuz.
A retirada deverá ficar concluída entre seis e doze meses. Será desmantelada uma brigada de combate, e o envio de um batalhão de artilharia de longo alcance, planeado pelo governo anterior, já não avançará para a Alemanha este ano.
A medida visa reduzir o total de tropas norte-americanas na Europa a níveis anteriores a 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia. O Pentágono citou a frustração com a retórica de aliados e o apoio a operações que beneficiam Washington.
Contexto internacional
A decisão surge num momento de fricções com a Alemanha, associadas ao bloqueio de Ormuz e à relutância de aliados europeus em cooperar com a reabertura da via marítima. O Irão pretende controlar o corredor, elevando custos e riscos para o setor petrolífero.
Reação na Alemanha
O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que os EUA se ressentem de sinais de humildade por parte da liderança iraniana, o que intensificou o tom de Washington. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Johann Wadephul, disse que a Alemanha está aberta a discutir uma redução de tropas, mantendo as bases norte-americanas relevantes, como Ramstein.
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