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Carlos Moedas diz ter apenas ajudado a contratar cantores para piquenique de luxo

Moedas defende que o apoio da câmara foi apenas à música, não ao piquenique de luxo; ajuste direto de 75 mil euros à LOHAD dispara críticas de transparência

Carlos Moedas
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  • Câmara de Lisboa atribuiu ajuste direto de 75 mil euros à LOHAD, empresa que organiza o concerto com piquenique de luxo no Parque Eduardo VII neste domingo.
  • O piquenique custa 300 euros por casal, com dois filhos, ou 150 euros por bilhete duplo, incluindo lugares privilegiados.
  • O presidente da Câmara afirmou que a ajuda foi apenas para a parte visível ao público, música e cantores; não houve apoio ao piquenique.
  • O dono da LOHAD integrou a equipa técnica na noite eleitoral de Carlos Moedas nas autárquicas, e a empresa é de Gonçalo Castel-Branco.
  • O vereador da CDU, João Ferreira, pediu maior transparência na gestão pública, alegando falta de lisura, sem que Moedas tenha explicado como se controla a verba destinada aos cantores.

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, confirmou que o município terá apoio financeiro para um evento público, a ser realizado no Parque Eduardo VII neste domingo. A verba de 75 mil euros destina-se apenas à parte visível ao público geral, especificamente à música e aos cantores, não ao piquenique de luxo com lugar reservado.

O piquenique, promovido pela empresa LOHAD, é anunciado com bilheitos de 150 euros por duplo e 300 euros por casal com dois filhos. A autarquia não financia esse segmento do evento, assegurou Moedas, que acrescentou que não houve barreiras entre o que se pode ver e o que é pago.

A notícia publicada pela Sábado relata o ajuste direto de 75 mil euros à LOHAD, empresa que organiza o espetáculo. Moedas não detalhou como a autarquia verifica a alocação do dinheiro para artistas versus outras componentes do evento nem se houve controle específico sobre esse ponto.

O episódio envolve Gonçalo Castel-Branco, produtor que integrou a equipa técnica da noite eleitoral de Moedas nas autárquicas de 12 de outubro. A relação entre o organizador do piquenique e o evento público permanece sem explicação formal por parte da Câmara.

Na reunião camarária de quarta-feira, o vereador da CDU, João Ferreira, questionou a gestão da autarquia, apontando uma possível falta de transparência e lisura. O tema gerou críticas quanto ao equilíbrio entre apoio público e interesses privados.

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