- Cerca de 175 ativistas da Flotilha Global Sumud, detidos em águas internacionais por Israel, já estão na Grécia, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel.
- Dois ativistas ficarão em Israel para interrogatório: Saif Abu Keshek, palestiniano, e Thiago Ávila, brasileiro; são apresentados como suspeitos de pertencer a uma organização terrorista e de atividades ilegais, respetivamente.
- Ávila já participou em outras flotilhas para Gaza e foi detido no aeroporto de Buenos Aires após lhe ter sido negada a entrada na Argentina.
- A Marinha israelita interceptou vinte e duas das cinquenta e oito embarcações na madrugada de quinta-feira, a cerca de cem quilómetros a oeste de Creta; trinta e três navios continuam a navegar em direção à Faixa de Gaza, com destino ainda desconhecido.
- O governo grego confirma coordenação com as autoridades israelitas para o desembarque seguro; há pelo menos três portugueses envolvidos, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal a acompanhar a situação.
Os cerca de 175 ativistas da Flotilha Global Sumud detidos por Israel em águas internacionais já estão na Grécia, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel. Dois deles serão levados para Israel para intercâmbio de informações.
Entre os detidos, dois indivíduos foram transferidos já para Israel: Saif Abu Keshek, palestiniano, e Thiago Ávila, brasileiro. As autoridades israelitas classificaram Abu Keshek como suspeito de pertencer a uma organização terrorista e Ávila como suspeito de atividades ilegais, sem detalhar as acusações.
Todos os outros ativistas permanecem na Grécia, conforme informação do Ministério. A operação ocorreu na madrugada de quinta-feira, quando 22 das 58 embarcações da flotilha foram intercetadas a cerca de 100 quilômetros a oeste de Creta, em águas internacionais, e os ativistas foram transferidos para um navio israelita.
Nesta sexta-feira, 33 embarcações continuavam a navegar ao longo da costa sul de Creta em direção à Faixa de Gaza, mas o destino exato ainda não está claro, segundo o localizador de navios da organização que monitora o conjunto da flotilha.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Grécia confirmou a coordenação com as autoridades israelitas para garantir o desembarque seguro dos ativistas na Grécia. O governo grego também informou que está a acompanhar a situação de perto.
Pelo menos três portugueses participam na flotilha, conforme o Governo português. O embaixador de Israel foi chamado para explicar a detenção de ativistas pró-palestinos, e as autoridades consulares portuguesas estão preparadas para acolher os nacionais na Grécia ou em Israel, conforme necessário.
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