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Crise de fertilizantes no Irão ameaça a segurança alimentar mundial

Crise dos fertilizantes, agravada pela guerra no Irão e pelo estreito de Ormuz, aumenta custos de produção e coloca em risco as colheitas globais

Crise dos fertilizantes gera alerta global sobre segurança alimentar
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  • A guerra no Irão e o bloqueio do estreito de Ormuz provocam forte escassez de fertilizantes, com custos de energia mais elevados e quebras nas exportações, diminuindo o poder de compra dos agricultores para o nível mais baixo em quatro anos.
  • Um relatório do Banco Mundial indica que o aumento dos custos é impulsionado pela subida do gás natural, afetando a produção global de fertilizantes e, por consequência, a segurança alimentar.
  • Na União Europeia, ministros da Agricultura defendem intervenção urgente para evitar uma crise prolongada dos preços dos alimentos e proteger as colheitas sem comprometer a competitividade dos fertilizantes.
  • A FAO alerta que regiões como Índia, Bangladesh, Sri Lanka, Egito, Sudão e África Subsariana enfrentam custos elevados, menor disponibilidade e insegurança alimentar, com o Índice de Preços dos Alimentos a subir.
  • Analistas dizem que maiores custos de transporte e volatilidade energética podem empurrar os preços dos alimentos a níveis superiores aos atuais, com risco de colheitas inferiores e impacto nas reservas de cereais.

A crise dos fertilizantes associada à guerra no Irão e ao bloqueio do Estreito de Ormuz compromete a segurança alimentar global. O aumento dos custos de produção e a interrupção de rotas de exportação elevam o preço dos fertilizantes, reduzindo o poder de compra dos agricultores ao nível mais baixo em quatro anos.

O relatório do Banco Mundial aponta para a subida do gás natural como principal motor do aumento dos custos. Ministérios da Agricultura europeus já solicitam intervenção urgente para evitar uma crise prolongada dos preços dos alimentos e proteger as colheitas de cereais da próxima campanha.

Apesar de a Europa resistir relativamente bem, existem preocupações com as colheitas futuras. Países da UE reconhecem margens apertadas para os produtores e defendem reforçar a ajuda sem prejudicar a competitividade da indústria de fertilizantes.

Energia, fertilizantes, alimentos e o estreito de Ormuz

A ligação entre energia e produção de alimentos está no centro da crise. O gás natural é a principal matéria-prima dos fertilizantes azotados, o que torna os custos sensíveis a oscilações no setor energético.

O Banco Mundial destaca que a escalada de preços de combustíveis e eletricidade, agravada por reduções de exportações, cria um contexto insustentável para produtores globais. A Europa afirma que não enfrenta problemas de abastecimento no momento.

A FAO indica que a Ásia e o Sul Global sofrem com falhas de fornecimento provocadas por perturbações no transporte marítimo pelo estreito de Ormuz. Regiões como Índia, Bangladesh, Sri Lanka, Egito e várias áreas da África enfrentam custos elevados e insegurança alimentar.

O índice de preços dos alimentos da FAO já reage ao aumento dos custos de produção. Analistas preveem que, com o aumento dos custos de transporte, os preços dos alimentos podem subir acima dos níveis atuais, afetando economias emergentes.

Perspectivas para a Europa e medidas futuras

Especialistas alertam que reduzir o uso de fertilizantes na próxima temporada pode resultar em colheitas significativamente mais fracas. Modelos do IFPRI indicam impactos diretos nas reservas mundiais de cereais.

Os ministros da Agricultura da UE defendem estratégias para assegurar o abastecimento de fertilizantes e mitigar o peso da energia nos custos de produção. A Fertilisers Europe pede uma visão de longo prazo sobre autonomia estratégica da Europa na alimentação.

No longo prazo, é necessário reconhecer a indústria europeia de fertilizantes como pilar da autonomia da UE, segundo o setor. O próximo Plano de Ação para os Fertilizantes deve refletir essa prioridade, para enfrentar choques futuros.

Sem estabilização dos mercados de energia e sem reposição das cadeias de abastecimento, os efeitos indiretos da crise no Irão podem afetar a cadeia global de alimentos muito para além do conflito atual.

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