- A PSP constituiu três jovens como arguidos por ofensas à integridade física e identificou oito outros suspeitos, com idades entre 16 e 17 anos, entre os quais uma rapariga; todos são alunos do Colégio Moderno.
- O caso envolve uma agressão a Omar Al-Hayali, iraquiano que vive em Portugal desde 2019, ocorrida na noite de 24 de Abril, na zona da Alameda em Lisboa, perto do metro.
- Omar descreveu que, sem provocação, foi cercado por um grupo de jovens que lhe desferiu golpes na bicicleta e no corpo; recebeu injúrias não xenófobas, cachos de vidro na cabeça e uma pedra, causando ferimentos com pontos de sutura.
- A direção do Colégio Moderno disse estar preocupada e reiterou que não admite violência, afirmando que vão avaliar medidas a tomar; até agora apenas uma aluna havia sido identificada pela instituição.
- A queixa foi apresentada no dia 27, na esquadra da Rua da Palma; há vídeos que registam parte do incidente e depoimentos que ajudam a identificar os suspeitos.
O Instituto de Segurança Pública confirmou que a PSP constituiu três arguidos por agressões envolvendo um refugiado iraquiano que vive em Portugal desde 2019. O incidente ocorreu na noite de 24 de Abril na zona da Alameda, em Lisboa, perto do metro, tendo o homem recebido atendimento hospitalar.
A PSP identificou ainda oito jovens, com idades entre 16 e 17 anos, incluindo uma rapariga, como suspeitos de participação nas agressões. Todos são alunos do Colégio Moderno. A direcção da instituição expressou preocupação e reiterou o combate a qualquer forma de violência.
O iraquiano Omar Al-Hayali, 27 anos, ficou ferido com gravidade durante o ataque, que envolveu estilhaços de vidro e agressões repetidas. O hospital avaliou múltiplos ferimentos, incluindo um ferimento profundo na testa, suturado com 15 pontos, bem como ferimentos na cabeça e no rosto.
A agressão terá terminado apenas quando o grupo deixou de sangrar, alegou Omar, que também sustentou ter tido a bicicleta roubada. Testemunhas filmaram parte do acontecimento e restam vídeos que poderão servir de prova. A queixa foi apresentada a 27 de Abril na esquadra da Rua da Palma.
Reação da escola
A direção do Colégio Moderno afirmou que condena qualquer violência e está preocupada com o caso. A responsável educativa indicou que apenas uma aluna tinha sido identificada até ao momento e que serão avaliadas medidas futuras, embora não tenham sido comunicadas decisões ao público.
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