- A Itália pediu participação civil no processo penal suíço sobre o incêndio no bar Le Constellation, que matou 41 pessoas, incluindo 6 italianos.
- O fogo ocorreu na madrugada de 1 de janeiro, durante a celebração do Ano Novo; suspeita-se que garrafas de champanhe perto do teto teriam provocado a combustão da espuma acústica.
- Os proprietários Jacques e Jessica Moretti são acusados na Suíça de homicídio culposo por negligência, lesões por negligência e incêndio criminoso.
- A investigação suíça indica que não houve verificação de segurança anual desde 2019; a Itália pediu indemnização pelos recursos usados para assistência às vítimas italianas.
- A primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou que a Itália vai acompanhar os processos na Suíça e apoiar as famílias das vítimas.
A Itália pediu oficialmente para ser parte civil no processo penal aberto na Suíça em relação ao incêndio no bar Le Constellation, que devastou a estância alpina e matou 41 pessoas, entre as quais seis italianos. O pedido foi apresentado pelo governo italiano na quarta-feira, para assegurar assistência médica, psicológica e logística às vítimas italianas.
Os investigadores suíços apontam que o fogo começou na véspera de Ano Novo, possivelmente quando garrafas de champanhe com faíscas ficaram demasiado próximas do teto da cave, incendiando o isolamento. A tragédia deixou 41 mortos e 115 feridos, maioritariamente jovens.
Jacques e Jessica Moretti, proprietários do bar, são acusados na Suíça de homicídio culposo por negligência, lesões por negligência e incêndio criminoso. Foram interrogados repetidamente pelo Ministério Público e pelos advogados das partes civis, no âmbito do processo.
Desdobramentos legais
A investigação suíça revelou que não houve verificação anual de segurança no bar desde 2019. O governo italiano indicou que o envolvimento das autoridades locais é visto como altamente provável na génese do incidente, justificando o pedido de indemnização.
A Itália afirmou que continuará a acompanhar os processos na Suíça, mantendo o apoio total às famílias das vítimas. O objetivo é assegurar que todas as partes responsáveis respondam pelos danos causados.
Observações recentes
No início de abril, Meloni criticou um hospital suíço por alegadamente cobrar famílias de vítimas. A presidente afirmou ter falado com o embaixador italiano, que lhe assegurou que houve erro e que as famílias não teriam de pagar.
Meloni referiu ainda que um hospital em Sion teria exigido 70 000 euros por internação de pacientes, descrevendo a situação como inaceitável e delicada para as famílias envolvidas.
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