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Estudo indica que insuficiência cardíaca pode ser tratada mais rapidamente

Estudo da FMUP conclui que iniciar dois fármacos em simultâneo para insuficiência cardíaca é viável e seguro, acelerando a adesão às diretrizes internacionais

Doença cardíaca
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  • Estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto concluiu que iniciar dois fármacos de forma simultânea em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida é viável e seguro.
  • A investigação foi publicada no Journal of the American College of Cardiology, em janeiro, e avaliou a estratégia de início simultâneo versus sequencial.
  • Participaram 62 pacientes (29 grupo simultâneo; 33 grupo sequencial), com idade média de 68 anos, acompanhados em unidades de saúde do Norte de Portugal.
  • A análise mostrou que a estratégia simultânea não aumentou eventos adversos graves nem complicações renais ou hipotensão, com todos no estudo a tomar os dois fármacos após 12 semanas e a maioria com doses-alvo aos 24 semanas.
  • Os fármacos testados foram o sacubitril/valsartan e inibidores do SGLT2, indicados para insuficiência cardíaca e, se aplicável, para diabetes e doença renal crónica.

O estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) mostra que iniciar dois tratamentos em simultâneo em doentes com insuficiência cardíaca é viável e seguro. A abordagem pode acelerar o alinhamento com as diretrizes internacionais de tratamento.

Segundo a FMUP, a estratégia permitiu que os fármacos fossem iniciados o mais cedo possível, sem aumentar eventos adversos graves face a uma abordagem sequencial. A investigação decorreu em centros do Norte do país, incluindo Porto, Gaia/Espinho e Matosinhos.

O trabalho foi publicado no Journal of the American College of Cardiology, em janeiro, e envolveu doentes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida. O objetivo foi avaliar segurança, tolerabilidade e impacto na evolução clínica.

Participantes e desenho do estudo

Foram incluídos 62 pacientes, com uma média de 68 anos, 29 no grupo de início simultâneo e 33 no grupo sequencial. A maioria era do sexo masculino. A avaliação considerou eventos clínicos relevantes e alterações laboratoriais, ao longo de cerca de seis meses.

Entre os fármacos avaliados estiveram o sacubitril/valsartan e inibidores do SGLT2, usados de forma concomitante ou na sequência. Ao fim de 12 semanas, todos os doentes do estudo que permaneceram já tomavam os dois tratamentos, com grande parte a atingir as doses-alvo até às 24 semanas.

Resultados e implicações

Os autores não registaram aumento de complicações graves no grupo que iniciou ambos os fármacos em simultâneo. Não houve sinais de pior tolerância renal, queda grave de pressão arterial ou alterações graves de potássio no grupo simultâneo, segundo os investigadores.

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