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Bangladesh inicia carregamento de combustível na sua primeira central nuclear

Carregamento de combustível na central Rooppur inicia fase de arranque físico, com potencial para cobrir até 10% da eletricidade do Bangladesh até 2027

Central nuclear Bangladesh
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  • Bangladesh iniciou hoje o carregamento de combustível à base de urânio na sua primeira central nuclear, Rooppur, uma instalação de 2.400 megawatts.
  • A reação em cadeia de fissão nuclear controlada deverá ser iniciada no núcleo do reator assim que o carregamento estiver concluído, marcando o arranque físico.
  • A central, situada a 175 quilómetros a oeste de Daca, pode vir a cobrir até 10% das necessidades de eletricidade do país.
  • A construção começou em 2017, com o custo estimado em mais de 11.000 milhões de dólares (9.420 milhões de euros); a primeira produção de 300 megawatts deverá ocorrer até agosto, com capacidade total até ao final de 2027.
  • A rede eléctrica do Bangladeche enfrenta pressão especialmente no verão e depende fortemente de importações de energia; antes de produzir em plena escala, serão realizados testes e avaliações de segurança rigorosas.

O Bangladesh iniciou hoje o carregamento de combustível à base de urânio na sua primeira central nuclear, a Rooppur, com o objetivo de avançar para o arranque da instalação de 2.400 megawatts. A etapa envolve o núcleo e a reacção de fissão controlada.

Saikat Ahmed, responsável científico principal da central, explicou à AFP que o carregamento marca o início da fase de arranque físico, quando a reação controlada pode encetar-se assim que o combustível estiver completo.

A central situa-se em Rooppur, junto ao rio Ganges, a 175 quilómetros a oeste de Dhaka. O Governo estima que, operacional, poderá fornecer até 10% da eletricidade do país, que conta com 170 milhões de habitantes.

O projeto começou em 2017, com custo estimado em mais de 11 mil milhões de dólares. A produção inicial de 300 MW deverá ocorrer até agosto, com a capacidade total prevista para 2027.

A rede elétrica do Bangladesh enfrenta pressões graves nos verões, agravadas por crises energéticas associadas a conflitos no Médio Oriente. O país importa a maior parte do petróleo e do gás usados.

Fakir Mahbub Anam, ministro da Ciência e Tecnologia, indicou que o objetivo é chegar aos 300 MW até agosto, embora o processo envolva vários testes em cada etapa.

Shafiqul Islam, professor de engenharia nuclear da Universidade de Daca, sublinhou que a fase é complexa e sujeita a avaliações rigorosas de proteção e segurança antes da produção em grande escala.

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