- O Ministério Público pede a condenação de Vítor “Catão” por angariar 11 jogadores ilegais para o São Pedro da Cova, onde era diretor desportivo.
- A procuradora afirma que os jogadores foram aliciados com a ilusão de uma carreira profissional e que, mesmo hoje, temem declarações por medo de retaliações.
- A acusação aponta Vítor Catão como principal responsável e Armando Santos, treinador na época 2018/2019, também como acusado.
- A defesa de Catão pede absolvição, sustendo que as decisões eram do presidente e que não havia lucro ou benefício para o clube; Armando Santos também alega não ter influência.
- O acórdão está marcado para 11 de maio; relatos dizem que os jogadores dormiam sob a bancada e viviam em situação ilegal no país.
O Ministério Público pediu a condenação de Vítor, conhecido como Catão, por alegado envolvimento na angariação de 11 jogadores ilegais para o São Pedro da Cova, onde exercia funções de diretor desportivo. A acusação aponta que os atletas chegaram ao país sob a ilusão de uma carreira profissional.
A procuradora sustenta que o processo envolve imigração ilegal com recurso a truques de persuasão para que os estrangeiros aceitassem vir jogar para o clube. O objetivo seria obter vantagem financeira com contratos, em contexto de dificuldades do São Pedro da Cova.
Ainda segundo a magistrada, Vítor Catão era considerado o principal responsável pelos destinos do clube e o rosto público da gestão, enquanto Armando Santos, treinador na época 2018/2019, teria papel operacional na abordagem dos jogadores. O julgamento envolve 11 crimes de auxílio à imigração ilegal.
Defesa de Catão e argumentos do Ministério Público
A defesa de Catão solicita a absolvição, alegando que as decisões eram tomadas pelo presidente do clube, que já faleceu, e que o arguido não teria obtido benefício financeiro com a situação. A advogada de Catão afirmou que não ficou provado qualquer plano e que a maior parte dos atletas não trouxe proveito financeiro ao clube.
O advogado de Armando Santos também pediu a absolvição, sustentando que o treinador não tinha poder de decisão nem influência nas contratações do clube. A acusação, por seu lado, mantém que houve envolvimento direto na angariação dos jogadores.
Condenação e próximas etapas
Segundo a acusação, alguns jogadores teriam dormido debaixo da bancada do estádio e teriam ficado em situação ilegal sem receber vencimentos regulares. Os arguidos negam as acusações e referem que, em alguns casos, haveria pagos para pequenos encargos pessoais dos atletas, como cortes de cabelo ou desodorizante.
A leitura do acórdão está marcada para 11 de maio, situando-se no âmbito de um processo em curso sobre a gestão do São Pedro da Cova. As alegações descrevem um cenário de alegada exploração de mão de obra imigrante para fins desportivos, sem confirmação de ganhos significativos pelo clube.
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