- A Geely quer alcançar 5% de quota de mercado na Europa até 2030, conforme anúncio na sede em Hangzhou, visando colocar-se entre as marcas mais vendidas.
- Em Portugal, a marca chegou pela Salvador Caetano e já lançou dois modelos no mercado nacional: o híbrido plug-in Starray EM-I e o SUV elétrico E5.
- A estratégia assenta na humildade: as fábricas na Europa dependerão do volume de vendas e de haver massa crítica suficiente para justificar produção local.
- A Geely funciona como um grupo com várias marcas sob a Geely Auto (Geely, Lynk & Co, Zeekr, Livan) e controle a Volvo Cars, a maioria da Lotus e a Polestar, entre outros ativos.
- A empresa está a desenvolver a Geespace, uma rede de satélites de órbita baixa para apoiar veículos conectados e potencial condução autónoma, com testes na Europa de possível certificação futura.
Geely quer conquistar 5% do mercado europeu até 2030, empurrada por tecnologia e uma estratégia de humildade. A marca china está a entrar no mercado europeu com passos graduais, começando por Portugal, através da Salvador Caetano.
Em Portugal já surgem dois modelos anunciados: o híbrido plug-in Starray EM-I e o 100% elétrico E5, ambos SUV de dimensão média. A entrada foi anunciada num contexto de eletrificação crescente do mercado.
Aiden He, diretor-geral da Geely para a Europa, apontou o objetivo de quota no longo prazo, destacando que o volume de vendas determina a viabilidade de fabrico local. A meta coloca a empresa perto do top 5 em 2025-2030.
Questionado sobre produção europeia, He lembrou que o grupo respeita as decisões das marcas próprias, como Volvo, na qual a Geely tem participação relevante. A decisão de fábricas dependerá da massa crítica de unidades vendidas.
A Geely integra um ecossistema de marcas globais: Geely Auto, Lynk & Co, Zeekr e Livan, sob a cobertura da Zhejiang Geely Holding Group, que controla Volvo Cars, Lotus, Polestar e LEVC. Também detém ações na Smart e Aston Martin.
O grupo mantém participações estratégicas, com parceria na Smart a 50% e cerca de 17% da Aston Martin. Recentemente, criou a Horse Powertrain com a Renault, para motores de combustão e híbridos, visando mercados como o Brasil.
He insistiu na diversidade de modelos adequados à Europa, onde há preferência por veículos mais compactos e dinâmicos, ao contrário do mercado chinês, mais orientado para espaço e tecnologia.
Outra via de futuro é a Geespace, a rede de satélites de órbita baixa da Geely. A tecnologia pretende melhorar comunicações, navegação e atualizações em tempo real para os seus veículos, incluindo opções de condução autónoma.
A Geely planeia começar testes de condução autónoma na Europa assim que as condições regulatórias o permitirem, reconhecendo as diferentes regras entre os países europeus. O grupo aponta para avanços graduais e coordenação com autoridades.
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