- Trabalhadores da EGEAC em Lisboa fizeram greve na véspera do 25 de Abril, frente aos Paços do Concelho, para exigir aumentos salariais acima da inflação.
- O pedido é de um aumento de 15 por cento, com mínimo de 150 euros por trabalhador, criticando que a última subida superior à inflação ocorreu em 2018.
- A manifestação ocorreu durante uma reunião da Câmara com a administração da EGEAC, com receio de encerramento de equipamentos culturais como LU.CA – Teatro Luís de Camões e Museu do Aljube.
- Foram levantadas preocupações sobre decisões recentes, incluindo o afastamento de Rita Rato do Museu do Aljube e de Francisco Frazão do Teatro do Bairro Alto, bem como a falta de comunicação que cria instabilidade nas equipas.
- O Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa entregou uma resolução ao assessor do vice-presidente da Câmara, exigindo negociação real, resolução de reclassificações, reposicionamento salarial, combate a assédio laboral e maior transparência sobre mudanças de direção.
Os trabalhadores da EGEAC – Lisboa Cultura protestaram frente aos Paços do Concelho, em Lisboa, na véspera do 25 de Abril. Em dia de reunião da Câmara com a administração da empresa, exigiram aumentos salariais acima da inflação e respostas sobre as não reconduções no Museu do Aljube e no TBA. O protesto contou com mais de meia centena de pessoas, que manifestaram em praça pública com cravos vermelhos.
A ação ocorreu na sexta-feira, com a participação de funcionários de diversas áreas da EGEAC, cerca de 500 colaboradores no total. As reivindicações visam um aumento salarial de 15% com um mínimo de 150 euros por trabalhador, afirmando que o último incremento acima da inflação ocorreu em 2018.
Os trabalhadores denunciam que as reuniões com a administração têm sido majoritariamente sem respostas concretas. A contestação incide sobre a falta de negociação efetiva, a situação de salários e a necessidade de clarificar reclassificações pendentes, bem como reposicionamentos por categorias profissionais.
Contexto e impacto
A greve ocorre numa altura em que a direção tem sido alvo de contestação interna, com críticas à comunicação da administração sobre decisões relevantes, como o afastamento de responsáveis de museus e estruturas associadas à cultura municipal. A falta de informação tem gerado instabilidade nas equipas.
Desdobramentos na gestão
Durante o protesto, os trabalhadores aprovaram uma resolução dirigida a um assessor do vice-presidente da Câmara, solicitando respeito pelo Acordo de Empresa e um verdadeiro processo negocial com o sindicato. O documento também pede clarificação sobre mudanças de direção e a avaliação de serviços próprios de Saúde e Segurança no Trabalho.
A EGEAC continua a gestão de equipamentos culturais da cidade, incluindo espaços como teatros e museus, com cerca de 500 funcionários. A direção da empresa, em declaração ao jornal, afirmou ter uma visão que procura equilibrar custos e qualidade cultural, prometendo esclarecer as próximas semanas sobre as não reconduções no TBA e no Museu do Aljube.
Entre na conversa da comunidade