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Soldado envolvido na captura de Maduro é detido após apostar 400 mil dólares

Soldado envolvido na captura de Maduro enfrenta acusação de uso de informações confidenciais para lucrar mais de 400 mil dólares

Um manifestante arrasta uma efígie do ex-presidente venezuelano Nicolas Maduro em Manhattan antes de uma audiência preliminar no caso de tráfico de drogas.
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  • Gannon Ken Van Dyke, 38 anos, antigo militar do Exército dos EUA, participou na operação que capturou Nicolás Maduro na madrugada de 3 de janeiro e agora é acusado de crimes.
  • Alega-se que o arguido usou informações confidenciais obtidas no serviço para apostar em mercados de previsões na plataforma Polymarket, tendo apurado mais de 400 mil dólares.
  • Está a ser processado no tribunal federal de Manhattan por fraude de ações, fraude eletrónica, utilização ilegal de informações governamentais confidenciais e transação monetária ilegal.
  • O Departamento de Justiça afirma que o ganho foi baseado em informações sobre o momento de uma operação militar; pode enfrentar até 40 anos de prisão se for condenado, conforme o FBI.
  • A Polymarket é uma plataforma de previsões com grandes volumes de dinheiro, especialmente em operações militares, e a Casa Branca proibiu há semanas os funcionários de fazer apostas em plataformas de previsão.

Um soldado norte-americano que integrou a equipa envolvida na operação que capturou o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi acusado de usar informações confidenciais a que teve acesso no exercício das suas funções. Gannon Ken Van Dyke, de 38 anos, terá realizado apostas na plataforma Polymarket, obtendo lucros significativos.

Van Dyke participou na operação denominada Resolução Absoluta, que ocorreu na madrugada de 3 de janeiro, resultando na detenção de Maduro e da sua mulher, Cilia Flores. O militar é acusado de fraude de ações, fraude eletrónica e utilização ilegal de informações governamentais confidenciais.

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, o arguido terá ganho mais de 400 mil dólares através de negociações no Polymarket, com base em informações confidenciais sobre o momento de uma operação militar. O DOJ acusa ainda o envolvimento em transações monetárias ilegais.

As acusações referem-se a 13 previsões feitas entre o final de dezembro e janeiro na plataforma de previsões. Van Dyke terá assinado acordos de confidencialidade que o proibiam de divulgar ou usar informações relacionadas com operações militares.

O caso está a ser instruído no tribunal federal de Manhattan. Se condenado, o arguido pode enfrentar penas que chegam a vários anos de prisão por fraude e uso indevido de informações confidenciais.

O FBI já confirmou que o processo enviará uma mensagem clara: ninguém está acima da lei. O diretor do FBI, Kash Patel, reiterou que as acusações reforçam o compromisso com a fiscalização de informações sensíveis.

A Polymarket tem estado no centro de debates sobre o uso de informações privilegiadas em contextos de operações militares. A plataforma facilita apostas em eventos futuros, com lucros que, segundo os críticos, podem ser abusados por quem tem acesso a informações sigilosas.

O caso ganhou atenção adicional por ocorrer num contexto de controvérsia sobre o uso de previsões em ações militares por parte de indivíduos ligados a agências de segurança. O White House tem proibido funcionários de apostar em plataformas de previsão.

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