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Livre propõe tornar públicos donativos a partidos a partir de 600 euros

Livre propõe tornar públicas as doações iguais ou superiores a 600 euros e ampliar o acesso a donativos inferiores por interesse direto, além de aumentar o limite anual por doador

Proposta surge após Entidade das Contas e Financiamentos Políticos deixar de disponibilizar dados sobre donativos a partidos
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  • O Livre propõe que donativos a partidos iguais ou superiores a 600 euros sejam de acesso público, e donativos abaixo desse montante apenas para quem demonstre interesse direto, pessoal e legítimo.
  • O diploma altera a lei de financiamento dos partidos e a lei que regula a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, depois de esta ter deixado de divulgar a identidade dos doadores.
  • O texto determina que a listagem de donativos iguais ou superiores a 600 euros inclua nome completo do doador, origem e montante, como interesse público importante.
  • Donativos abaixo de 600 euros passariam a ficar acessíveis somente a quem prove interesse direto, pessoal e legítimo na obtenção desses dados.
  • A iniciativa também propõe aumentar o limite anual de donativos de pessoas singulares identificadas para 25 salários mínimos, com forma de pagamento aberta a cheque, transferência ou outros meios ligados à conta bancária, e vincula estas regras à agenda de transparência do lobby.

O Livre apresentou uma proposta de alteração à lei de financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais. A ideia central é tornar públicos os donativos iguais ou superiores a 600 euros, mantendo apenas a divulgação condicionada para donativos abaixo desse montante.

A iniciativa surge após a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP) deixar de divulgar a identidade dos doadores, num parecer que invocou proteção de dados. O processo envolve ainda a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA).

Para o Livre, a mudança é essencial para a transparência do financiamento público e para prevenir influências indevidas. O partido defende que dados de donativos acima de 600 euros devem constar publicamente na página da Entidade, com identificação completa.

Conteúdo da proposta

O diploma propõe que as contas anuais e as contas de campanhas incluam a listagem de donativos iguais ou superiores a 600 euros. Serão apresentados nome completo, origem e montante doado. Estes dados são considerados de interesse público importante.

Donativos abaixo de 600 euros passariam a ser acessíveis apenas a quem demonstre interesse direto, pessoal e legítimo na sua obtenção. A divulgação ficaria sujeita a esse critério de acesso condicionado.

Mudanças ao regime de donativos singulares

O Livre propõe alterar o regime dos donativos de pessoas singulares identificadas. O limite anual passaria de 25 vezes o IAS para 25 salários mínimos nacionais. Os donativos requereriam, além do titular por cheque ou transferência, outros meios compatíveis com a conta bancária.

A medida traduz um aumento significativo do teto anual para donativos individuais, aproximando-se de um patamar próximo dos 10 mil euros adicionais.

Contexto institucional

A proposta chega num momento em que há um grupo de trabalho da Assembleia da República a tratar da representação de interesses, com impacto direto na regras de transparência. O Livre sustenta que leis sobre lobby e financiamento político devem caminhar juntas para reforçar escrutínio democrático.

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