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Arménia assinala 111.º aniversário do genocídio arménio em Erevan

Arménia assinala o 111.º aniversário do genocídio em Erevan, em meio a marchas e memórias que alimentam tensões com a Turquia e o Azerbaijão

Arménios participam na marcha anual das tochas na véspera do Dia de Recordação do Genocídio
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  • Em 23 e 24 de abril de 2026, a Arménia celebrou o 111.º aniversário do genocídio arménio em Erevan, com marchas e cerimónias que reuniram milhares de pessoas.
  • Uma marcha de tochas da Praça da República até ao memorial de Tsitsernakaberd prestou homenagem a cerca de 1,5 milhões de arménios mortos em 1915, no Império Otomano.
  • A evocação mantém-se como elemento central da identidade nacional e afeta as relações com a Turquia, que nega o genocídio, apesar do reconhecimento de mais de duas dezenas de países.
  • No dia 23 de abril, houve deposição de flores na chama eterna, com eventos paralelos na diáspora, incluindo Londres, Paris e Los Angeles; a marcha silenciosa foi liderada pela ala juvenil da Federação Revolucionária Arménia.
  • Manifestantes lançaram críticas à posição da Turquia e ao apoio de Ancara a Bacu após o conflito de Nagorno-Karabakh, num contexto de avanços frágeis na normalização entre Arménia e Turquia.

Arménia assinalou o 111.º aniversário do genocídio arménio em Erevan, nos dias 23 e 24 de abril de 2026, com marchas e cerimónias que reuniram milhares de pessoas na capital. A eventos lembraram as exatas datas de 1915 e destacaram o tributo às vítimas sob o Império Otomano.

Uma marcha de tochas ligou a Praça da República ao memorial de Tsitsernakaberd, em homenagem a cerca de 1,5 milhões de arménios mortos. A evocação permanece como elemento central da identidade nacional e das relações com a Turquia, que rejeita o termo genocídio.

No mesmo dia, as celebrações continuaram na capital e a diáspora arménia organizou ações em Londres, Paris e Los Angeles. Milhares participaram na marcha silenciosa, liderada pela ala juvenil da Federação Revolucionária Arménia, com tochas e faixas.

Durante o protesto, alguns participantes queimaram bandeiras turcas e azeris, em resposta à negação do genocídio e às tensões regionais. Também houve descontentamento com o estado das relações com o Azerbaijão após o conflito de 2023 no Nagorno-Karabakh.

Contexto geopolítico

As críticas incidiram sobre o apoio da Turquia a Baku e sobre a relação entre Erevan e Ancara. Desde 2022, foram realizados passos de normalização, incluindo voos diretos e encontros comerciais, mas o progresso é considerado frágil pela opinião pública.

As comemorações em Erevan mantêm, assim, memória histórica e preocupações atuais, sustentando pedidos de reconhecimento e justiça, mais de um século após os acontecimentos de 1915.

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