- A auditoria ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DCIAP) mostrou que, três anos e meio após buscas, o material apreendido não tinha sido analisado.
- Foram identificadas falhas como a falta de oficiais de justiça, bem como equipamentos e instalações inadequados e atrasos nas perícias.
- A auditoria foi solicitada pela anterior procuradora-geral, Lucília Gago.
- O relatório aponta a necessidade de medidas para acelerar as perícias e reforçar recursos humanos e logísticos.
Foi concluída uma auditoria ao DCIAP (Departamento de Investigação e Ação Penal) do Ministério Público, revelando falhas graves. A inspeção mostra falta de oficiais de justiça, equipamentos e instalações inadequados, além de atrasos nas perícias. A auditoria foi solicitada pela antiga procuradora-geral Lucília Gago, três anos e meio depois de buscas realizadas no departamento.
O relatório indica que, passados 42 meses, o material apreendido não estava analisado. Também aponta dificuldades logísticas que atrasam diligências, prejudicando a celeridade de casos em curso no DCIAP.
Entre as causas apontadas estão recursos humanos insuficientes, falhas de organização interna e condições técnicas inadequadas para o processamento de provas. As perícias demoram mais do que o previsto, aumentando o tempo de resolução dos processos.
Situação atual e desdobramentos
O documento detalha impactos operacionais, com consequências para prazos judiciais e para a qualidade das diligências. Não houve indicação de solução imediata, mas o relatório recomenda medidas de estabilização de recursos e melhoria de infraestrutura.
O DCIAP atua como braço central na investigação e acusação de crimes de maior complexidade. A auditoria busca traçar um diagnóstico objetivo e orientar reformas para reduzir gargalos no funcionamento do departamento.
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