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Teatro Real Dinamarquês estreia-se em Astana, ponte entre Europa e Ásia

Royal Danish Theatre estreia-se em Astana, consolidando a cidade como ponte cultural entre Europa e Ásia e aproximando o ballet dinamarquês do panorama local

Gala concerto do Teatro Real Dinamarquês realizou-se em Astana (Cazaquistão)
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  • O Teatro Real Dinamarquês estreou-se em Astana, primeira apresentação da companhia na capital do Cazaquistão, consolidando-a como ponte entre tradições europeias e asiáticas.
  • Em Astana Ballet, a gala apresentou um programa de dez peças que funde legado clássico com dança europeia contemporânea.
  • A tradição de ballet dinamarquês de August Bournonville esteve no centro, incluindo peças como The Jockey Dance, The Kermesse in Bruges e Premier danseur pas de deux.
  • A bailarina Beatriz Domingues realçou a importância de partilhar o património nacional com públicos internacionais, enquanto a artista convidada Selene Muñoz trouxe flamenco com movimento contemporâneo.
  • Masterclasses na Academia Nacional de Coreografia de Astana, conduzidas por Dinna Bjorn e Eric Viudes, deram aos estudantes contactos com a tradição de Bournonville e com possibilidades de fusão de estilos.

O Teatro Real Dinamarquês estreou-se pela primeira vez em Astana, marcando presença de uma das mais antigas instituições de artes performativas da Europa na capital do Cazaquistão. A digressão evidencia Astana como ponto de encontro cultural entre Europa e Ásia.

A apresentação integrou o programa de gala do Astana Ballet, com um elenco que reuniu ballet clássico e dança contemporânea. O conjunto dinamarquês trouxe obras históricas ligadas a August Bournonville, coreógrafo que moldou o ballet dinamarquês no século XIX.

O destaque recaiu sobre a tradição de Bournonville, com peças como The Jockey Dance e Premier danseur pas de deux. A digressão incluiu ainda a peça The Kermesse in Bruges, refletindo a diversidade do repertório da companhia.

Entre os valores da tournée estiveram o legado coreográfico e a parceria com a Astana Opera, que recebe a produção como parte de uma ponte entre tradições europeias e asiáticas.

A bailarina Beatriz Domingues descreveu a atuação como a apresentação do património cultural mais precioso da instituição, sublinhando a importância de levar o legado a públicos internacionais.

A artista convidada Selene Muñoz apresentou uma solo que combinou flamenco com movimento contemporâneo, transmitindo uma perspetiva pessoal e híbrida da dança.

Meirambek Nazargozhayev, primeiro artista do Royal Danish Theatre nascido no Cazaquistão, integrou a digressão com um solo ao som da Sonata ao Luar de Beethoven, regressando aos palcos do país natal.

Masterclasses e aproximação educativa

No eixo formativo, bailarinos do Royal Danish Theatre abriram ensaios na Academia Nacional de Coreografia do Cazaquistão, promovendo masterclasses centradas em Bournonville.

As sessões contaram com a presença de Dinna Bjorn, especialista na tradição, e do coreógrafo Eric Viudes, que partilharam técnicas e repertório aos estudantes locais.

Dinna Bjorn afirmou ter transmitido os fundamentos de Bournonville, realçando a importância de cruzar estilos mantendo a tradição dinamarquesa.

Eric Viudes destacou o valor de integrar elementos de outras escolas, como a russa, numa leitura contemporânea do património clássico.

A visita reforça o papel de Astana na criação de trocas artísticas, abrindo espaço para que companhias internacionais acedam a públicos diversos sem abandonar a essência das suas tradições.

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