- A Comissão Europeia antecipa meses e anos muito difíceis devido à crise energética causada pelo conflito no Médio Oriente, com pressão sobre o querosene de aviação e preocupações com o turismo da UE.
- O comissário da Energia, Dan Jørgensen, descreveu a crise como potencialmente tão grave quanto as de 1973 e 2022, dependendo da evolução na região.
- Bruxelas apresentou medidas para enfrentar os altos preços da energia, incluindo apoio direcionado a consumidores e empresas, possíveis reduções fiscais, ajustes de tarifas e uso de instrumentos de mercado e reservas estratégicas.
- Foi anunciado o surgimento de um Observatório de Combustíveis para acompanhar a capacidade, os detentores, as importações/exportações e a redistribuição de combustível em caso de necessidade.
- A UE garante que não há problemas de abastecimento imediato, mas observa volatilidade de preços e reforça a necessidade de diversificar fornecedores e acelerar a transição para fontes de energia mais seguras e renováveis.
A Comissão Europeia prevê meses e anos muito difíceis devido à crise energética causada pela guerra no Médio Oriente, que já afeta o abastecimento de combustíveis para aviação e ameaça o turismo da UE. O comissário da Energia, Dan Jørgensen, falou em Bruxelas durante a apresentação de medidas para mitigar a crise.
Em conferência de imprensa, o comissário sublinhou que a crise não é apenas um aumento de preços de curto prazo, comparando-a com períodos de grande impacto. A aviação surge como o setor mais pressionado, face aos obstáculos ao fornecimento de querosene.
Bruxelas apresentou um conjunto de medidas para enfrentar os preços altos de energia, incluindo apoio a consumidores e empresas, eventuais reduções fiscais, ajustes de tarifas e uso de instrumentos de mercado e de reservas estratégicas.
Segundo Jørgensen, mesmo num cenário de paz amanhã, não se espera uma recuperação rápida da produção de gás global, com o Catar a precisar de anos para reconstruir a capacidade e a infraestrutura de transporte. Os preços de energia nos mercados globais devem manter pressão.
No que toca ao petróleo, a situação pode evoluir mais favoravelmente, com possível aumento de produção, embora persista dano à infraestrutura. O pior cenário depende da evolução da situação no terreno, avisou o comissário.
Sobre o combustível de aviação, o comissário lembrou os alertas do setor e a possibilidade de escassez. Foi anunciado hoje o início de um Observatório de Combustíveis para acompanhar dinâmica de capacidade, detentores, importação, exportação e redistribuição.
Observatório de Combustíveis
A vice-presidente executiva Teresa Ribera destacou que líderes nacionais e instituições europeias partilham o objetivo de manter a vigilância e atuar se forem necessários novos passos. O observatório terá dados para orientar decisões.
A UE depende principalmente de importações de petróleo e gás, o que a deixa vulnerável a choques externos. Apesar de não haver problemas de abastecimento assegurados, há volatilidade de preços e pressão inflacionista que afeta famílias e empresas.
A força do efeito da crise está na necessidade de diversificar fornecedores e acelerar a transição para fontes de energia mais seguras e renováveis, para reduzir a exposição a choques externos. Diversas opções permanecem em análise pelas autoridades europeias.
Entre na conversa da comunidade