- O líder de um dos maiores negócios ilegais de streaming de desporto na Internet foi detido em Espanha, após oito anos de investigação, recebendo 23 meses de prisão e uma multa de cerca de 11,7 milhões de euros.
- A rede criminosa operava em vários países, fornecendo transmissões pirateadas de jogos da Premier League e da Liga dos Campeões a mais de dois milhões de utilizadores.
- Entre as receitas estimadas, o dirigente terá amealhado ao longo de cinco anos mais de 17 milhões de dólares (aproximadamente 14,4 milhões de euros).
- A investigação revelou ainda que o grupo, liderado pelo suspeito, usava identidades falsas para registar contas e lavar dinheiro entre projetos imobiliários, com ligações financeiras ao Irão.
- Foram realizadas buscas em quinze imóveis, com onze pessoas presas em quatro países (Espanha, Alemanha, Suécia e Dinamarca) e mais dezasseis ouvidos em relação ao caso.
Chegou ao fim uma investigação de oito anos que resultou na detenção de um dos principais responsáveis por um vasto negócio ilegal de streaming de eventos desportivos na Internet. O homem, que se autointitulava Dash, The Iranian, foi condenado a 23 meses de prisão e a uma multa de cerca de 11,7 milhões de euros.
Segundo o The Athletic, o julgamento ocorreu em Espanha. O condenado liderava uma rede criminosa que mostrava centenas de sites de desporto pirateados a mais de dois milhões de utilizadores, incluindo transmissões de jogos da Premier League e da Liga dos Campeões.
Ao longo de cinco anos, a receita estimada do grupo supera os 17 milhões de dólares (aprox. 14,4 milhões de euros). A investigação aponta envolvimento em registo fraudulento de contas, lavagem de dinheiro com imóveis de alto valor e operações com criptomoedas, com fortes ligações ao Irão.
Operação e desdobramentos
A complexa rede incluía um líder com quatro colaboradores, todos utilizando identidades falsas. A avaliação do gabinete aponta ainda mudanças de património, como a construção de um complexo residencial em Teerão avaliado em 4 milhões de euros e a aquisição de uma casa de 1,7 milhões de euros em Barcelona.
No total, as autoridades realizaram buscas em 15 imóveis. Foram presas 11 pessoas em Espanha, Alemanha, Suécia e Dinamarca, e 16 outras pessoas foram ouvidas em relação ao caso.
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