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Ministro faz apelo sério aos portugueses para se prepararem para verão terrível

Ministro alerta que o verão será terrível devido a mato e estradas obstruídas; apela à colaboração privada para limpar terrenos e já foram limpos cerca de três mil quilómetros

Luís Neves na sede do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela, na Guarda
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O ministro da Administração Interna, Luís Neves, pediu hoje aos portugueses que se preparem para um verão que pode ser muito exigente. A intervenção ocorreu na Guarda, após a inauguração da sede do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela. O apelo reforça a necessidade de preparação, limpeza e identificação de dificuldades de forma premente.

Segundo o ministro, as chuvas deixaram mais mato e combustível nos terrenos, com árvores caídas e estradas ainda obstruídas. A previsibilidade aponta para dificuldades significativas no combate aos incêndios durante a estação quente. A cooperação entre privados, proprietários de terrenos agroflorestais e o setor público é vista como crucial.

Neves destacou que a legislação recente oferece margem de manobra, mas respetiva propriedade privada deve ser respeitada. O objetivo é avançar com ações de corte, limpeza e desobstrução para antecipar os momentos críticos. A proteção civil reforça a importância de sinalizar necessidades para atuação adequada.

O governante sublinhou o aumento de meios disponíveis para o combate a incêndios neste ano. O apoio das Forças Armadas, especialmente com equipamentos pesados, foi apontado como essencial, assim como a colaboração de municípios e juntas de freguesia.

O ministro reforçou que a proteção civil envolve todos, desde cidadãos a entidades públicas e privadas, e que é necessário agir de forma coordenada. O objetivo é reduzir obstáculos à atuação dos bombeiros desde cedo, antes do pico da temporada.

Comando Integrado de Prevenção e Operações

O ministro citou o Comando Integrado, criado para responder à necessidade de limpar caminhos, estradas e terrenos após as tempestades de janeiro e fevereiro. Em vinte e dois concelhos, 10 mil quilómetros de vias foram identificados como prioritários.

Em uma semana, três mil quilómetros de vias já foram limpos, aproximação que o ministro considerou relevante para o apoio aos bombeiros e ao socorro. O CIPO é visto como um contributo significativo para a eficácia das operações de proteção civil.

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