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Abril semeado com arte: crochê, bordado e madeira

Três criadores celebram Abril com arte em croché, bordado e madeira, reforçando liberdade, democracia e inclusão numa expressão coletiva

Camila Rodrigues (Miminhos da Camila), artesã de cravos de Abril em croché, com a sua filha Sónia
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  • Camila Rodrigues, de Penafiel, criou uma Sagrada Família em croché e, para celebrar os cinquenta anos do 25 de Abril de 1974, desenvolveu peças com cravos, todas feitas à mão e vendidas em contexto de boutique criativa, com divulgação principalmente via Instagram.
  • Rita Dias, de Sintra, produz bordados com mensagens políticas e feministas na Bordados Dados, usando punch needle; as peças aparecem em tote bags e outros objetos, com participação em mercados e venda por redes sociais.
  • Mário Ortega, da Cut Out, lançou o projeto O Cravo É de Todos, em madeira, com um cravo gigante que permite participação coletiva na construção e criação de peças de 2D e 3D para divulgar a mensagem de liberdade.
  • O ateliê Cut Out, criado em 2019 em Bragança, trabalha com design contemporâneo em madeira e inspiração no território de Trás-os-Montes, incluindo coleções que valorizam o saber-fazer local.
  • As criações associam-se aos valores de Abril, como liberdade e inclusão, e procuram manter viva a memória histórica através de artes manuais que celebram a diversidade e a participação cívica.

Camila Rodrigues, Rita Dias e Mário Ortega apresentam uma visão contemporânea do 25 de Abril de 1974, através de artes que vão do croché ao design em madeira. As peças refletem o significado do dia na atualidade, com foco em liberdade, igualdade e inclusão.

Camila, de Penafiel, aos 72 anos, consolidou o projeto Miminhos da Camila após transformar uma croché Sagrada Família numa peça de demonstração de criação contínua. A artesã aposentada descobriu na prática o motor da sua atividade, mantendo-se ativa a partir da costura e da imaginação.

A sua coleção cresceu com peças únicas, todas feitas à mão, entre cravos, figuras religiosas e motivos temáticos. A divulgação começou no Instagram em 2022, ampliando o alcance da marca, que soma peças para casa, adorno de época e itens de vestuário.

Rita Dias, de Sintra, criou Bordados Dados, um projeto que utiliza a técnica de punch needle para transmitir mensagens políticas e sociais. Entre frases sobre igualdade e participação popular, as peças aparecem em tote bags e acessórios, partilhando valores feministas e democráticos.

A artesã diz que o processo é movido pela visão do projeto, não por lucro, e que a interação com o público é crucial para a evolução do trabalho. As peças nasceram a partir de uma memória de infância ligada às artes manuais, reacendida após regressar a Portugal.

Rita atua como formadora e usa reuniões familiares como espaço de criação. Embora o foco seja o diálogo com o público, também participa em feiras e mercados para expandir o alcance das peças. A artista valoriza o contato direto e o retorno dos clientes.

Mário Ortega, da Cut Out, desenvolveu o projeto O Cravo É de Todos, em madeira, com participação coletiva para construir um cravo gigante. A iniciativa permite que os participantes contribuam fisicamente e simbolicamente para compor mensagens sobre liberdade.

A linha de produtos da Cut Out inclui pins, brincos, colares e itens 2D e 3D, associados à coleção 25 de Abril. O objetivo é manter o símbolo ativo no presente, com peças utilizáveis e de partilha comunitária.

Ortega, com 34 anos, sustenta que a herança histórica não deve ficar apenas no passado. A marca valoriza o design contemporâneo, o artesanato regional e o fabrico digital, mantendo a ligação a Trás-os-Montes onde tudo começou em 2019.

A aposta regional surge da vontade de ligar identidade local a valores universais. O atelier de Cut Out, partilhado com o pai, passou a incluir uma variedade de referências, desde folhas autóctones até presépios e santos populares, reforçando a ligação ao território.

Do croché às mensagens de Abril

O croché, o bordado e a madeira são apresentados como meios de comunicação que mantêm vivo o sentido de Abril. As peças destacam a liberdade, a igualdade e o respeito pela diversidade, incluindo a comunidade LGBTQ+. A produção envolve cuidado artesanal, tempo reservado e uma vontade de partilhar.

A trio utiliza as artes para promover debate e inclusão, sem atribuir juízos políticos. As peças funcionam como objetos de expressão pública, aptos a acompanhar movimentos e manifestações, mantendo o foco na memória histórica com olhar para o presente.

Perspectivas e alcance

As iniciativas destacam a importância de práticas artísticas locais para a construção de memória coletiva. A divulgação ocorre principalmente através de redes sociais, feiras e mercados, reforçando o papel da comunidade na sustentabilidade de projetos culturais.

As peças são apresentadas como únicas, feitas à mão, com foco na qualidade e no cuidado com cada detalhe. A produção segue princípios de artesanato, sustentabilidade e respeito pela diversidade, mantendo a mensagem de Abril viva no dia a dia.

Fonte: material original fornecido pelos agentes envolvidos, sem divulgar contatos de portais externos.

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