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El Niño já confirmado no Pacífico pela agência norte-americana

El Niño já está presente no Pacífico e pode intensificar-se este outono, entre os maiores desde 1950, com impactos na agricultura do Sudeste Asiático e da Índia

Seca provocadapelo El Niño na Somália em 2016, um dos anos em que o fenómeno foi mais forte
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  • O El Niño já está presente no Pacífico, segundo a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA), com previsão de intensificação para o Outono no hemisfério norte e possível tornar-se moderado ou forte no período de inverno de 2026-27.
  • A NOAA indica elevada confiança de que as condições se desenvolvam e se fortaleçam até ao Inverno do Hemisfério Norte de 2026-27, com a probabilidade de as temperaturas da superfície do mar ultrapassarem 2°C na região monitorizada entre novembro e janeiro em cerca de 63%.
  • Se esse limiar for ultrapassado, o evento poderá classificar-se como El Niño muito forte, entre os maiores registados desde 1950, embora nem sempre traga impactos idênticos em todos os locais.
  • O El Niño tende a reduzir a precipitação na região do Sudeste Asiático e na Índia, afetando a monção e a agricultura, com potenciais quedas na produção de culturas como arroz, algodão e soja, e consequências para culturas de inverno.
  • Em regiões como a Indonésia e a Malásia, prepara-se para impactos: alguns agricultores adiantam plantações de arroz e há alertas de quedas esperadas na produção, entre 8% e 10% na Malásia; o começo da época de furacões nos EUA ocorre a 1 de junho, com expectativa de menos atividade no Atlântico, embora ainda haja possibilidade de furacões fortes. (Reuters)

O fenómeno El Niño já está ativo no Pacífico, confirmou hoje a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). O anúncio foi feito pelo Centro de Previsão Climática dos EUA, nesta quinta-feira. A NOAA aponta que as condições se intensificarão no Outono no Hemisfério Norte, com impacto ao longo do inverno 2026-27.

Segundo o organismo, o El Niño desenvolveu-se ao longo do último mês, acompanhando temperaturas oceânicas elevadas. A previsão indica que o fenómeno esteja entre os mais fortes já registados desde 1950, caso se confirme a intensificação até ao inverno.

A NOAA explica que a elevação das temperaturas da superfície do mar e a expansão de ventos de Oeste no Pacífico favorecem o endurecimento do El Niño. A previsibilidade aponta para uma probabilidade de 63% de temperaturas oceânicas ultrapassarem os 2 °C na região monitorizada entre novembro e janeiro.

Se esse limiar for ultrapassado, o evento pode ser classificado como El Niño muito forte, com potencias impactos a nível global. O comité tecnológico realça que, mesmo assim, os efeitos variam conforme a região.

Impactos esperados no Pacífico e além marcam a análise. Especialistas indicam que o El Niño deverá afetar a precipitação, sobretudo no Sudeste Asiático e na Índia, com meses de chuva abaixo do normal em alguns territórios.

A monção indiana, que representa quase 70% da precipitação anual, pode sofrer reduções, afetando a produção agrícola de arroz, algodão e soja, entre outros setores. Agricultores locais já ajustam planos para mitigar perdas.

Enquanto isso, agricultores indonésios antecipam o calendário de plantação para enfrentar uma possível seca prolongada. O Governo da Malásia também informou que as colheitas poderão recuar entre 8% e 10% este ano, devido ao El Niño.

Em relação aos Estados Unidos, os meteorologistas destacam que a temporada de furacões, iniciada a 1 de junho, deverá ser menos intensa, mas não isenta de eventos fortes. A NOAA alerta para a possibilidade de tempestades significativas, mesmo num cenário de menor atividade.

A NOAA reforça que eventos El Niño, sobretudo os mais fortes, não produzem impactos idênticos em todos os locais. O organismo mantém a monitorização contínua e atualizações regulares à medida que a estação avança. Esta notícia é da Reuters.

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