- A União Europeia está otimista de que Viktor Orbán levantará o veto húngaro ao empréstimo de 90 mil milhões de euros para a Ucrânia, assim que o fluxo de petróleo russo via oleoduto Druzhba for retomado.
- Os embaixadores da UE poderão resolver a questão já na quarta-feira, caso haja cedência de Budapeste, com apenas um regulamento a depender da unanimidade.
- A resolução poderá abrir caminho a um novo pacote de sanções contra a Rússia, incluindo medidas para aumentar custos e reduzir receitas.
- Em 2026, Bruxelas prevê desembolsar 45 mil milhões de euros, sendo 16,7 mil milhões para apoio financeiro e 28,3 mil milhões para apoio militar, condicionados a reformas na Ucrânia.
- O restante dos 45 mil milhões até 2027 cobre cerca de dois terços das necessidades de financiamento da Ucrânia, com o terço restante coberto por aliados ocidentais; o acordo do G7 para sanções permanece incerto.
A União Europeia está otimista quanto ao fim do veto da Hungria a um empréstimo de 90 mil milhões de euros para a Ucrânia. A resolução pode abrir caminho a um novo pacote de sanções contra a Rússia. A decisão depende do regresso do fluxo de petróleo russo via Druzhba.
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, indicou que levantará o veto assim que o oleoduto Druzhba retomar o fornecimento. Bruxelas é apontada como fonte de indicações sobre a reabertura do fluxo, segundo Orbán.
As embaixadas da UE poderão resolver o assunto já na quarta-feira, caso Orbán ceda. Um único regulamento, dependente de unanimidade, permanece pendente de aprovação.
A alta representante da UE, Kaja Kallas, afirmou que se espera decisões positivas sobre o empréstimo amanhã. Kiev continua a necessitar do financiamento, conforme disse.
Valdis Dombrovskis, Comissário para a Economia, não descartou que o veto possa ser levantado ainda nesta semana. Mesmo sem a aprovação imediata, Kiev poderá receber financiamento sustentável até maio ou junho.
A transição de poder em Budapeste está prevista para o início de maio. Se Orbán permanecer no cargo, pode haver algum movimento; caso contrário, será necessário um novo governo, disse o comissário.
Para 2026, Bruxelas planeia desembolsar 45 mil milhões de euros, com 16,7 mil milhões para apoio financeiro e 28,3 mil milhões para apoio militar. Os pagamentos dependem de reformas e de condições por parte de Kiev.
Os restantes 45 mil milhões de euros deverão ser assegurados até 2027, cobrindo dois terços das necessidades da Ucrânia. O terço restante deverá vir de aliados ocidentais.
Sanções e vias alternativas
O atraso no acordo também travou um possível novo pacote de sanções da UE contra Moscovo, que pode incluir a proibição total de serviços marítimos a petroleiros russos.
Malta e Grécia temem impactos nos seus setores de bandeira e transporte. Defendem que medidas amplas sejam discutidas no âmbito do G7, antes de avançar a nível da UE.
Dombrovskis salientou que medidas rápidas podem ser tomadas pela UE, sem depender exclusivamente de acordos do G7. Refere-se à necessidade de manter a pressão sobre a Rússia.
A Casa Branca anunciou recentemente uma flexibilização temporária de sanções ao petróleo russo, complicando o consenso no G7. O efeito desta mudança ainda não está claro para Bruxelas.
Segundo a Agência Internacional de Energia, as receitas russas com crude e derivados aumentaram em março, ajudando o Kremlin a mitigar a inflação económica e o défice no primeiro trimestre de 2026.
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