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Juízes decidem recurso sobre morte de idosos alemães em Baleizão

Juízes da Relação de Évora discutem recurso de condenados a 22 anos pela morte do casal alemão na Quinta do Paraíso; autópsias inconclusivas mantêm dúvida sobre as causas

Fernando e Mónica
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  • Os juízes desembargadores do tribunal de Évora reúnem-se esta terça-feira para decidir o recurso relacionado com o caso dos homicidas de Baleizão.
  • Os dois caseiros, Mónica e Fernando, foram condenados a 22 anos de prisão pela morte do casal alemão, Ian Otto (79 anos) e Ilse Borwart (71 anos), na Quinta do Paraíso, Baleizão, Beja.
  • O crime ocorreu em abril de dois mil e vinte e três; as vítimas foram encontradas sem vida em avançado estado de decomposição, e o filho das vítimas na Alemanha alertou as autoridades.
  • A Polícia Judiciária deteve os caseiros cerca de um mês depois, na região de Aljustrel; a investigação aponta para deterioração da relação entre o casal alemão e os caseiros e questões monetárias como motivação.
  • Os arguidos encontram-se em liberdade; a defesa sustenta que não se apurou a causa das mortes e pede a anulação ou reforma do acórdão com base no princípio in dubio pro reo.

Os juízes desembargadores do tribunal de Évora reúnem-se hoje para decidir o recurso sobre o caso dos homicidas de Baleizão, já condenados a 22 anos de prisão pela morte de um casal alemão numa quinta em Baleizão, Beja. O processo envolve dois trabalhadores agrícolas acusados de serem os autores do crime.

O crime ocorreu em abril de 2023, quando Ian Otto, de 79 anos, e Ilse Borwart, de 71, foram encontrados já em avançado estado de decomposição numa propriedade conhecida como a Quinta do Paraíso. O filho das vítimas, morador na Alemanha, avisou as autoridades depois de não conseguir contactar os progenitores.

A Polícia Judiciária iniciou a investigação e deteve os dois caseiros cerca de um mês depois, na zona de Aljustrel. A investigação aponta para a deterioração da relação entre o casal alemão e os trabalhadores como possível motivação, associada a questões monetárias.

Segundo a defesa, ainda não está esclarecida a causa exacta das mortes, e o recurso poderá levar à anulação do acórdão ou à sua reforma, alegando dúvidas sobre o veredito. O advogado de uma das partes refere que o princípio in dubio pro reo é aplicável.

Os detidos continuam em liberdade, enquanto o recurso é apreciado pelo Tribunal da Relação de Évora. O processo contou com pericias e diligências que estão a ser revisadas no âmbito do recurso interposto. O desfecho depende da avaliação do tribunal.

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